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Segunda-feira, 08 de Junho 2026
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Beber muito café pode afetar os rins? Pesquisa traz descoberta importante

Pesquisa indica que efeito está ligado a uma variante genética que faz o organismo metabolizar cafeína mais lentamente

Beber muito café pode afetar os rins? Pesquisa traz descoberta importante
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Um novo estudo científico trouxe um alerta sobre o consumo excessivo de café. Segundo pesquisadores, beber três ou mais xícaras por dia pode aumentar o risco de problemas renais em pessoas com uma determinada variante genética ligada ao metabolismo da cafeína.

A pesquisa aponta que cerca de metade da população possui a variante genética CYP1A2, associada ao chamado metabolismo lento da cafeína. Nesses casos, o organismo demora mais para eliminar a substância, prolongando seus efeitos estimulantes.

Os cientistas acompanharam 604 adultos jovens com hipertensão arterial em estágio 1 durante aproximadamente 7,5 anos para avaliar possíveis impactos na saúde renal.

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Entre os fatores analisados estavam presença de proteínas na urina (albuminúria), hiperfiltração renal e pressão arterial elevada.

Os resultados mostraram que pessoas com metabolismo lento da cafeína e consumo de três ou mais xícaras diárias apresentaram:

  • risco 2,7 vezes maior de albuminúria;
  • risco 2,5 vezes maior de hiperfiltração renal;
  • risco 2,8 vezes maior de hipertensão arterial.

Segundo os pesquisadores, não foi encontrada relação entre consumo elevado de café e dano renal em pessoas com metabolismo rápido da cafeína.

O estudo também aponta que o risco é ainda maior quando o metabolismo lento está associado à hipertensão arterial.

Especialistas explicam que pessoas com metabolismo lento podem apresentar sintomas mais intensos após consumir cafeína, incluindo:

  • insônia;
  • nervosismo;
  • irritabilidade;
  • taquicardia;
  • inquietude;
  • problemas digestivos;
  • aumento da frequência urinária.

Outra diferença observada está no tempo de ação da cafeína. Enquanto metabolizadores rápidos costumam atingir o pico de efeito em cerca de uma hora, metabolizadores lentos podem sentir os efeitos máximos apenas após quatro horas.

De acordo com recomendações médicas, o limite considerado seguro para a maioria dos adultos é de até 400 mg de cafeína por dia — equivalente a cerca de quatro xícaras de café.

Acima de 600 mg diários, o consumo já é considerado excessivo para praticamente qualquer pessoa.

Especialistas orientam que grupos específicos tenham maior cautela e reduzam o consumo para menos de duas xícaras por dia, incluindo:

  • pessoas com hipertensão;
  • gestantes;
  • pacientes com doença renal.

Os pesquisadores recomendam que cada pessoa ajuste a ingestão de cafeína conforme sua tolerância individual e, no caso de metabolizadores lentos, prefira consumir café apenas nas primeiras horas do dia.

Créditos (Imagem de capa): Foto: Adobe Stock

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