Bancos brasileiros iniciaram análises internas para verificar eventuais movimentações financeiras ligadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após questionamentos envolvendo a possível aplicação da chamada Lei Magnitsky. A legislação internacional, adotada por diversos países, permite a imposição de sanções financeiras e restrições a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção.
De acordo com informações do setor, as instituições financeiras estariam avaliando riscos de exposição internacional diante da hipótese de inclusão de autoridades brasileiras em listas de monitoramento. A checagem busca prevenir sanções que poderiam impactar diretamente as operações dos bancos no exterior, sobretudo em países que já aplicam a Magnitsky Act, como Estados Unidos e Reino Unido.
A movimentação ocorre em meio ao aumento da pressão política e jurídica sobre o ministro, que é relator de inquéritos envolvendo desinformação e ataques às instituições. Embora não haja decisão formal de sanções contra Moraes, a análise preventiva dos bancos brasileiros demonstra preocupação com possíveis repercussões no sistema financeiro internacional.