O empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, ofereceu uma série de benesses ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula. Entre as regalias descritas pela Polícia Federal, estão um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões, ingressos de camarote para show internacional e a disponibilização de aeronaves particulares.
Mensagens trocadas entre Jaques Wagner e Augusto Lima, em outubro de 2023, revelam que o banqueiro ofereceu aeronave particular para o senador ir à chamada Ilha da Paixão, onde os dois teriam combinado um encontro.
Conforme revelou a colunista Milena Teixeira, do Metrópoles, a Ilha da Paixão fica ao norte do município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, e foi adquirida por Augusto Lima em julho de 2023. O local tem cerca de 10 mil metros quadrados e é composto por praia privada de águas cristalinas, piscina, sauna, quadra esportiva, área para shows e heliponto.

“Na ocasião, AUGUSTO LIMA coloca aeronave particular à disposição de JAQUES WAGNER e de pessoas de sua família para realização do deslocamento entre Salvador e a ilha indicada. Nesse sentido, AUGUSTO encaminha o prefixo de aeronave e o horário do deslocamento ao Senador por mensagem”, diz trecho da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18/6) a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Entre os alvos estão o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima.
A disposição de aeronave privada pelo ex-sócio do Master em favor do senador não se tratou, contudo, de episódio isolado.
“Em outra ocasião, JAQUES WAGNER teria solicitado a AUGUSTO o contato de piloto para deslocamento ao Rio de Janeiro. Em abril de 2024, após chamada de voz, AUGUSTO encaminhou ao parlamentar o contato de ‘Breno Copiloto Banco’. Em seguida, repassou ao piloto o contato do Senador. Tais elementos, indicam a relação de proximidade entre AUGUSTO LIMA e JAQUES WAGNER”, detalha o ministro André Mendonça.
Defesa de Augusto Lima diz que nova operação da PF era “desnecessária”
Em nota, os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello, que fazem a defesa de Augusto Lima, afirmaram que as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que o empresário está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração.
“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública.”
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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