Pelo menos 24 pessoas morreram e mais de 70 ficaram feridas após um ataque a bomba contra um trem na cidade de Quetta, capital da província do Baluchistão, no sudoeste do Paquistão, neste domingo (24).
Segundo autoridades locais, um veículo carregado de explosivos atingiu um dos vagões da composição, provocando uma forte explosão que causou destruição significativa e deixou dezenas de vítimas.
Trem transportava militares e familiares
De acordo com informações divulgadas por autoridades de segurança à agência AFP, o trem seguia de Quetta para Peshawar, no noroeste do país, transportando militares paquistaneses e seus familiares.
Os soldados estariam viajando para participar das celebrações da Festa do Sacrifício, uma das datas mais importantes do calendário islâmico, que começa nesta semana.
"Um carro carregado de explosivos colidiu com um dos vagões do trem, causando uma enorme explosão", afirmou uma autoridade sob condição de anonimato.
Vagão foi destruído
Imagens registradas após o atentado mostram um dos vagões completamente destruído e tombado ao lado da ferrovia.
Equipes de resgate e moradores da região participaram das buscas por sobreviventes entre os destroços. A força da explosão também danificou residências e veículos localizados nas proximidades da linha férrea.
Os feridos foram encaminhados para hospitais da região, e o número de vítimas pode aumentar devido à gravidade dos ferimentos de alguns sobreviventes.
Grupo separatista assume autoria
O ataque foi reivindicado pelo Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), grupo separatista que atua na região e é considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos.
Em comunicado, o grupo afirmou ter realizado um atentado suicida contra o trem.
Nos últimos anos, o BLA intensificou ataques contra forças de segurança, instalações governamentais, ferrovias e projetos de infraestrutura na província.
Região vive conflito há décadas
O Baluchistão é a maior província do Paquistão em extensão territorial e uma das mais ricas em recursos minerais e energéticos. Apesar disso, a região enfrenta elevados índices de pobreza.
Grupos separatistas acusam o governo paquistanês de explorar as riquezas locais sem beneficiar adequadamente a população da província.
O atentado deste domingo é mais um capítulo da longa insurgência separatista que afeta a região há décadas e reforça as preocupações com a segurança em uma das áreas mais instáveis do país.