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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
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Após alta hospitalar, mulher dada como morta por engano precisará de fisioterapia para recuperar movimentos

Fernanda Cristina Policarpo deixou o Hospital de Base, em Bauru (SP), nesta quinta-feira (5) depois de 19 dias internada. Ela chegou a ser dada como morta por médica do Samu após atropelamento, mas foi reanimada por médico de concessionária.

Após alta hospitalar, mulher dada como morta por engano precisará de fisioterapia para recuperar movimentos
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A mulher de 29 anos atropelada em Bauru (SP) e dada como morta pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), saiu do hospital depois de 19 dias internada, sendo 9 deles na UTI. Fernanda Cristina Policarpo saiu em uma maca e ainda tem dificuldades para andar e falar.

Fernanda recebeu alta do Hospital de Base na tarde desta quinta-feira (5). No dia 18 de janeiro, ela foi atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros e chegou a ter a morte declarada por uma médica do Samu, mas foi reanimada, um tempo depois, por um médico da concessionária que administra a via.

Segundo o médico intensivista que acompanhou o tratamento de Fernanda durante a internação no Hospital de Base, ela chegou em estado gravíssimo, mas recebeu alta, consciente, não precisando se alimentar por sonda e orientada.

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Porém o médico Bruno Rosa explicou que o tratamento deve continuar com fisioterapia e equipe multidisciplinar para que possa recuperar totalmente os movimentos.

“Ela sai um pouco fraca, então os próximos passos agora envolvem um segmento na Unidade Básica de Saúde e, principalmente o apoio multidisciplinar com fisioterapia, com todo o suporte multidisciplinar da Unidade Básica. Então ela vai pra casa e frequentemente vai ter que frequentar uma instituição para que ela receba esse atendimento de fisioterapia.”

Fernanda recebeu alta do hospital em Bauru após 19 dias internada — Foto: Marcelo Risso/ TV TEM

No dia 24 de janeiro, a vítima já tinha apresentado sinais de recuperação ao responder estímulos pela primeira vez em uma semana. Dois dias depois, ela recebeu alta da UTI e foi encaminhada para um leito de enfermaria, onde recebia o tratamento até a alta nesta quinta-feira.

A alta foi celebrada pelos funcionários do hospital e também pela família de Fernanda. Ainda com dificuldade de fala, ela disse que estava bem. Todos se reuniram no corredor com bexigas e cantaram (Veja no vídeo no início da reportagem). Fernanda foi levada para casa em uma ambulância do hospital.

“Muito feliz, muito agradecida por tudo. Primeiramente a Deus, que eu creio que foi Deus o tempo todo. E depois aos médicos, muito grata a todo mundo da equipe médica da UTI. Quando desceu para o quarto também. Não tenho palavras para agradecer. Agora é só cuidar, os cuidados necessários para que ela venha ser de novo como era. Andar, conversar”, afirma a mãe de Fernanda, Adriana Cristina Roque.
  • O acidente
    Um atropelamento foi registrado na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, na noite do dia 18 de janeiro. Uma mulher que tentava atravessar a rodovia foi atingida por um carro.
  • Declaração inicial de óbito
    Segundo o boletim de ocorrência, logo após o acidente, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamada e constatou o óbito de Fernanda. Com isso, a rodovia foi interditada e o Instituto Médico Legal (IML) chegou a ser acionado para a remoção do corpo.
  • Sinais vitais
    Pouco depois de o Samu deixar o local, um médico da concessionária percebeu movimentos respiratórios de Fernanda, que já estava coberta por uma manta térmica sobre a pista, objeto comumente usado em ocorrências para ocultar corpos em casos de acidentes fatais.
  • Reanimação
    Ao perceber que a mulher ainda respirava, o médico da concessionária iniciou imediatamente as manobras de reanimação.
  • Levada ao hospital
    A vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru em estado grave.

Pedestre atropelada é dada como morta, deixada na pista pelo Samu e reanimada por um médico Bauru (SP) — Foto: Reprodução/Conecta Bauru

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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