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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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Apavorado, governo procura Motta para barrar pauta-bomba do Senado

Governo Lula procura Hugo Motta para tentar segurar votação de projeto sobre renegociação de dívidas rurais que foi aprovado no Senado

Apavorado, governo procura Motta para barrar pauta-bomba do Senado
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Apavorado com a aprovação da proposta no Senado, o governo Lula procurou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tentar segurar a votação do projeto de renegociação das dívidas rurais na Câmara.

Um dia após os senadores aprovarem a matéria — cujo impacto é estimado em R$ 140 bilhões em 10 anos —, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, ligou para Motta na manhã desta quinta-feira (11/6).

Na conversa, segundo relatos, Guimarães disse que o presidente Lula ficou muito chateado com a aprovação da pauta-bomba e, sobretudo, pelo envolvimento de senadores de partidos da base aliada na articulação.

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Guimarães pontuou ainda que ele e os ministros da Fazenda, Dário Durigan, e do Planejamento, Bruno Moretti, gostariam de conversar pessoalmente com Motta para apresentar argumentos contra a votação do projeto.

A líderes da Câmara, Motta relatou estar sofrendo pressão não só do governo, mas também da bancada ruralista, que defende a aprovação da proposta. O presidente da Casa, contudo, sinaliza que não agirá de forma irresponsável.

Outras bombas

Além do projeto de renegociação das dívidas rurais, a Câmara pode receber em breve dois projetos que trazem bombas fiscais para o governo Lula.

No primeiro caso, é um projeto que eleva o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas de R$ 3.636 para R$ 13.662 para jornada de 20 horas semanais e que pode trazer impacto de aproximadamente R$ 47 bilhões.

A proposta foi aprovada em caráter terminativo, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, na quarta-feira. Caso não haja recurso para votação em plenário, o projeto será enviado diretamente para a Câmara.

Há ainda uma PEC — referente à aposentadoria de agentes comunitários de Saúde — que foi aprovada na CCJ do Senado e que pode ter impacto de R$ 99 bilhões em 10 anos.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

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