Preso desde dezembro do ano passado, o general Braga Netto, apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF). Réu no mesmo núcleo que Jair Bolsonaro (PL) por compor grupo “crucial” para suposta tentativa de golpe, em 2022, Braga Netto pediu sua absolvição ao STF.
A defesa do general alegou a ausência de provas diretas e a fragilidade do depoimento do colaborador Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Braga Netto afirmou que Cid foi “obrigado a mentir”: “Entre idas e vindas da prisão, Cid admitiu em áudios e mensagens que estava sendo coagido para mentir em sua delação: “Eles queriam que eu falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu”, citou a defesa do general nas alegações finais.
Além disso, a defesa aponta nulidades no processo, como a incompetência do STF; a suspeição do relator; a ilicitude da colaboração premiada devido à coação e a falta de provas corroborativas; e a inviabilidade da análise da defesa devido a um volume excessivo de dados não indexados.
Reunião
Por fim, diz ainda que os fatos imputados ao general não configuram crimes, sendo meros “atos preparatórios” sem violência ou grave ameaça, e que a acusação de participação nos atos de 8 de janeiro é infundada.
“As ações descritas pela PGR sobre o plano “Punhal Verde Amarelo” e operação “Copa 2022″, são – no máximo – atos de cogitação e preparação, que nem sequer contaram com a participação do Gen. Braga Netto”, diz a defesa.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Marcello Casal Jr/Agência Brasil Fonte: Agência Senado