Durante décadas nos acostumamos a ouvir nos finais das noites de domingo a música tema de um dos programas de Silvio Santos. Ironicamente, um programa que se chama "Topa tudo por dinheiro".
As eleições de 24 se desenham como uma reação da direita e uma tomada de prefeituras por todo o.pais. Algo que não aconteceu em 20, quando Bolsonaro presidia o país.
Chegando hoje, dia das eleições em primeiro turno, ainda que poucos tenham percebido, não é isso que temos, de fato.
Em "ritmo de festa", contando com um fundão eleitoral indecente, políticos de todas as cores, tiveram verdadeiras fortunas para dizerem o que sempre disseram em campanhas. Através de rede sociais ou dos velhos santinhos e muita gente nas ruas bandeirando entregando panfletinho, a verdade é que quase nada mudou.
E o que mudou, mudou para pior. Como no enigma do ovo e da galinha, o sistema se adaptou a direita ou a direita se adaptou ao sistema?
Essa pergunta só é possível por que uma figura controversa, mas que falou verdades inconvenientes do início ao fim, apareceu e bagunçou todo o teatro das tesouras desenhado para 24.
Não reconhecer o cenário estabelecido atualmente, os posicionamentos dos atores políticos e não buscar entender a reação das pessoas, com isenção, e fechar os olhos ao que está aí.
Em resumo, os fatos que se sucederão a partir de agora só evidenciarão o estado real da política brasileira, dos políticos brasileiros, de parte da população e do real estágio de regime não democrático que vivemos.
E em ritmo de festa essa e a triste realidade de uns pais onde boa parte do povo brasileiro está muito bem representada pelos artistas, imprensa, políticos e burocratas, juristocratas e afins. A cor da camisa é um mero detalhe.