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Quinta-feira, 23 de Julho 2026
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MENTE COMUM, MENTE ESPIRITUAL E MENTE TELÚRICA (CRÍSTICA)

Memórias & Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante™

MENTE COMUM, MENTE ESPIRITUAL E MENTE TELÚRICA (CRÍSTICA)
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Hoje, aqui, o brado vai ser reto, curto e cristalino:

 

Mente Comum

A mente “adaptada” e “corriqueira” que vemos permear em massa o mundo exterior.

Aquela que busca, afincadamente, dinheiro, estatuto, relacionamentos e validação.

Que se especializa em algo - é até exímia no que faz ou labora -, mas está nas antípodas da sapiência, lucidez e / ou discernimento.

Que acredita que a felicidade vem das conquistas, dos bens e do reconhecimento.

Que se identifica com o “corporal” e depende constantemente dos outros para se sentir realizada.

Egoica.

 

Mente Espiritual

A mente espiritual volta-se para dentro.

Ela começa a questionar a vida, o propósito e a existência.

Os desejos mundanos perdem o seu encanto e a busca pela verdade das coisas começa.

Marca, pois, o caminho do buscador — caminhar conscientemente em direção à paz interior, ao desvelo e à iluminação.

 

3.º Mente Telúrica

A mente Telúrica / Crística — também chamada de kundalini — já não busca; ela alcançou a epifania e a suprema realização.

O ego, nela, já se dissipou por completo.

Ela vive em pura consciência — para além do ego, para além do desejo.

Pura Luz em emanação.

Ela irradia amor, clarividência e compaixão por si só, e com a máxima naturalidade.

Tal Ser, em tal estado de graça, simplesmente existe como verdade / revelação motriz e eleva os demais.

 

Na essência e em suma:

A mente comum vive para si própria,

A mente espiritual vive para procurar o Divino,

A mente telúrica vive Nele.

 

Dá-se, assim, nesta última, o arrebatamento.

 

Vós não sois o vosso nome.

Vós não sois o vosso corpo.

Vós não sois o vosso trabalho, os vossos traumas, os vossos sucessos, os vossos fracassos, os vossos gêneros, a vossa cultura ou as estórias que vos lhes contaram sobre quem sois.

Vós sois o Observador — a testemunha eterna por detrás de tudo.

 

A forma física que habitais é sagrada, sim!

É o vosso templo, o vosso veículo, o vosso avatar para navegar nesta densa simulação tridimensional.

Mas, ainda assim, o corpo não sois vós.

Tal como um condutor não é o carro, a alma não é o corpo.

A vossa verdadeira essência existe em reinos energéticos muito para além da carne e dos ossos — nos vibrantes planos astral e mental onde o pensamento se torna forma e a intenção molda a realidade.

 

O cérebro é meramente a motherboard, a interface que traduz a consciência superior em experiência física.

Através dele o Observador dirige o seu avatar.

Contudo, a maioria de vós esqueceu-se dessa verdade.

Identificai-vos tão completamente com o veículo que sofreis cada solavanco na estrada como se tal definisse todo o vosso ser.

 

Vós sois a alma.

Vós sois a presença silenciosa que observa os pensamentos surgirem e dissiparem-se.

Vós sois a consciência imutável subjacente a cada emoção, a cada experiência, a cada vida…

 

Esta realidade parece tão sólida, tão real, contudo, quando o corpo completa o seu ciclo e “morre” é aqui que, verdadeiramente, a alma desperta deste sonho para adentrar num sonho maior... 

Os véus levantam-se.

O Observador regressa a casa, a uma consciência mais plena, transportando toda a sabedoria adquirida (assim deveria sê-lo) na encarnação terrena experienciada.

 

Operais através de múltiplos corpos sagrados em simultâneo:

 

O Corpo Físico / Etéreo — a vossa âncora na matéria.

 

O Corpo Astral — o veículo das emoções e dos desejos.

 

O Corpo Mental — o reino dos pensamentos e das crenças.

 

O Corpo Causal — onde residem o karma e os contratos da alma.

 

O Corpo Búdico — o nível da intuição pura, consciência, da unidade e fusão com o Absoluto.

 

• E, ainda, mais acima: o monádico, o quântico e o logoico — camadas de consciência divina que se fundem, de novo e superiormente, à Fonte.

 

A viagem do despertar é aprender a "desidentificar-se" dos corpos inferiores honrando-os como ferramentas sagradas.

É observar sem absorção reativa.

É percorrer este mundo com pertencimento, compaixão e desprendimento — sabendo que nada aqui poderá realmente ferir o vosso eterno Ser.

 

Não estais presos em vossos corpos.

Vós estais a experienciar através deles.

Estais a desfrutar mediante eles.

Estais a evoluir através deles.

 

Lembrai-vos de quem sois, nobres Observadores!

O sonho está aí, é incontornável, mas ele só pode ser sonhado, só tem lastro, substância e existência através de vós…

 

Eco

Fonte/Créditos: Juntando as peças com intelecto, lucidez & cognição impoluta™

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