Às vésperas da comemoração pelo governo federal dos acontecimentos do fatídico 08 de janeiro, que entrará para a nossa história como o dia da infâmia, senti a necessidade de expressar a minha opinião sobre esse dia tão terrível para o povo brasileiro.
O que me assombra é a possível presença dos três comandantes das Forças Armadas, que estão colocando o Exercito, a Marinha e a Aeronáutica como Forças Auxiliares, poupando o trabalho do Sr. Flavio Dino em criar a Guarda Nacional.
Alguns generais estão afirmando à exaustão que não poderiam ter atendido aos pedidos do povo, que por 70 dias permaneceu nas portas do quarteis pedindo ajuda e clamando SOS Forças Armadas, para ao final serem presos por um general admirador da inteligência emocional do Presidente da República, com a conivência e concordância tácita de seus pares.
Qualquer intervenção militar, na argumentação dos generais do Alto Comando poderia ser vista, segundo eles, como um golpe de estado e que o Exército tinha que ser neutro e se manter fora da política.
Não agindo, tomou uma clara decisão de apoiar à esquerda que hoje governa o Brasil e no dia 08/01 e vai solenemente tripudiar sobre todo o Exercito que estará representado pelo seu comandante que vergonhosamente lhe prestará continência.
A continência militar não é um simples gesto protocolar. Continência é uma relação de continente e conteúdo. Portanto, o militar que presta continência está implicitamente declarando que a sua autoridade e valores estão contidos na autoridade que recebe o gesto. Vergonha!
Parece que os referidos comandantes ignoravam o que estava acontecendo do Brasil, onde o STF, agindo à margem das leis, descondensava o Luiz Inácio.
O povo não pedia uma ditadura militar. Pedia sim que o Exército agisse em legitima defesa da pátria e da sociedade, fazendo cessar a injusta agressão.
Não pedia uma ditadura, nem que o Exército assumisse as funções do poder executivo. Pedia repito que as Forças Armadas agissem em legitima defesa da pátria que estava sendo tomada pelos corruptos, como de fato aconteceu.
Um velho proverbio da medicina diz: IGNOTA, NULLA CURATIO MORBI – É impossível curar uma doença desconhecida.
As armas militares que podem colocar o país em risco podem em algumas situações ser consideradas indispensáveis como uma camisa de força, algo cujo uso diminui na proporção em que são aperfeiçoadas as habilidades de psiquiatras e psicólogos em administrar o comportamento do paciente psicopata ou psicótico quando surtado.
Em alguns casos, especialmente quando lidamos com fenômenos que são difíceis de entender dentro de nossa visão de “normalidade”, conduzir o paciente surtado para fora de seus problemas exige que o supramos com informações objetivas e que indiquem dependências específicas que ele não foi capaz de compreender antes. Em alguns casos o paciente demente precisa ser civilmente interditado.
O uso de camisa de força não será permanente. Somente será usada para conter o paciente que coloca em risco sua integridade física ou de terceiros, até que a doença seja debelada e o doente, se for o caso seja interditado.
Compilado de Andrew Lobaczewski em sua obra Ponerologia: Psicopatas no poder.