Essa máxima do comércio de rua, de feirantes e camelôs foi consagrada nas eleições municipais.
Independente se o sujeito é de esquerda, se é da direita bolsonarista ou da direita insatisfeita que se agarrou no M28, independente de morar ou não em São Paulo. Tivemos de tudo, para todos os gostos e para as discussões políticas ideológicas mais acaloradas dos últimos anos. Tudo isso, passando ao longe do que realmente deveria ser discutido. Nosso "sistema democrático representativo".
Curioso é que a abstenção manteve-se nos 21%, na maioria das cidades, longe das abstenções maiores dos outros anos. Os números de nulos e brancos também não tiveram mudança.
Diferente de outros anos, o sistema eleitoral não tem sido alvo de questionamentos ou críticas por uma parcela relevante do eleitorado. De um conformismo a um esquecimento conveniente, pouco colocam em debate o sistema eleitoral como ele é.
Ao fim e ao cabo, quem teve bananas para vender, teve seu cliente atendido, pelo menos na campanha. Como não há espaço para a vitória de todos, o resultado final passa a impressão ao povo que o governo federal perdeu e que a direita reagiu.
Fato é que os que colocam os pés em duas canoas, continuam controlando e ampliando seus poderes sem que a maioria perceba isso.
De volta do teatro das tesouras ao menos pior, o ano de dois mil e algumas coisas da década passada parece estar sendo revivido antes da falha da matriz.