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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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Caso Mynd: A propaganda, a guerra e uma pergunta que ninguém fez

"Não é a verdade que importa, e sim a vitória".

Caso Mynd: A propaganda, a guerra e uma pergunta que ninguém fez
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Sob os auspícios de uma revolução cultural, que produzia muitos e diferentes frutos, a publicidade e o marketing, no Brasil e no mundo, lançou produtos e criou bordões que se perpetuaram nas mentes e corações do público consumidor.

Das mil e uma utilidades de um item que é mais conhecido por um nome comercial do que pelo nome técnico do produto em si, os méritos e a importância da boa propaganda são bem anteriores a essa revolução. Revolução que, no fundo, não passou de um plano estratégico da Escola de Frankfurt.

Plano estratégico e revolucionário que se valia de um marketing muito bem elaborado, aproveitando-se de artistas do cinema, da música e, principalmente, do ímpeto e da boa vontade dos jovens ocidentais.

Jovens esses que misturavam o desejo de ruptura com padrões exageradamente rígidos muitas das vezes. Padrões que foram pré-estabelecidos por gerações anteriores, baseados numa moral judaico-cristã que perde espaço ao longo dos últimos séculos para um cientificismo materialista.

Com o surgimento da pílula anticoncepcional, milhões de jovens foram seduzidos então pelo resgate do hedonismo, apresentado como avanço e conquista através de sexo, drogas e rock n' roll. E foi esta geração de jovens que serviu aos pensadores Frankfurtianos para expandir teorias revolucionárias em conceitos abstratos e coletivistas, com o falso argumento da busca de liberdade e de um mundo melhor. 

Fato é que ao estudarmos um pouquinho o século passado, compreendemos o que foi a máquina de propaganda socialista em todas suas etapas. Tanto a dos nacionais socialistas como a dos internacionais socialistas. Nazistas, Fascistas e Soviéticos sempre se valeram da propaganda, do marketing e da publicidade daquilo que lhes interessava para impor e justificar seus regimes coletivistas e ditatoriais. 

"Incomodada ficava a sua avó". O bordão de um absorvente íntimo que falava da liberdade da mulher moderna, que não ficava mais no "tempo da sua avó" (mulher da última metade do século XIX ou da primeira metade do século XX). Ou seja, que era adepta de novos hábitos, de uma nova cultura. A propaganda continha a mensagem objetiva mas também subliminar de uma vida muito melhor, se aceitasse a proposta de mudança de hábitos.

Analisada com os olhos de hoje, temos uma dimensão de como uma frase imbuída de espírito revolucionário faz a guerra cultural, de fato. A frase passa a ter uma influência muito além do que se objetiva. Seu poderio estabelece uma influência em cada indivíduo, que se transforma num efeito manada, em que as pessoas, em suas vidas e em suas funções particulares e profissionais, buscam seguir uma tendência, um hype, uma onda. O primeiro motivo é pertencer ao grupo e em alguns casos para se tornar uma referência para outras pessoas. Em suma, engenharia social pura.

Essa proposta de mudança de um hábito simples do cotidiano, para entregar um ganho prático em qualidade de vida para a mulher, acabou certamente por influenciar tantas outras mudanças. Consequentemente, nem todas benéficas às mulheres que se permitiram por não quererem parecer alguém do "tempo da sua avó".

E aí entra o momento que estamos vivendo e o assunto que precisamos falar. Éh, meus amigos, amigas ou "amigues", vou parafrasear o bordão e adaptá-lo ao assunto do momento: "chocado ficava a sua avó".  Compreender o mundo de hoje e as indústrias que trabalham em favor da causa revolucionária é libertador e faz tudo ter mais sentido.

O caso Jéssica/Choquei dá a dimensão de como a "agenda revolucionária" ou "agenda comunista" - e é preciso dizer que esses termos não se conectam com os desavisados (que são a maioria das pessoas) - está presente em campos inimagináveis ao sujeito comum.

Sujeito esse de boa-fé em relação à engenharia social, que não consegue notar como a manipulação de suas vidas e de seus atos vai muito além da sua capacidade de perceber e até de imaginar. 

Joseph Goebells, membro do Partido dos Trabalhadores e Ministro da Propaganda Nacional Socialista Alemã durante o Terceiro Reich, dizia que “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” e que “de tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade.”

Ele dizia também que "uma mentira que não pode ser negada é melhor que uma verdade implausível". Além de dizer algo que conhecemos com outras palavras:  "carregue seus próprios erros ou defeitos no oponente, respondendo ao ataque com o ataque. Se você não pode negar as más notícias, invente outras que as distraiam", versão nacional socialista. Ou seja, nazista, para o famoso "acuse-os do que você faz e chame-os do que você é", de também socialista Vladmir Lenin.

Seu chefe, que não foi o maior, mas ainda assim um verdadeiro genocida, alguém que já foi elogiado por Lula inclusive, dizia que "as grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa mentirinha".

Talvez isso explique bem porque a expressão "Bolsonaro Genocida" colou para uma parcela da população que realmente acredita nisso. Ou na picanha de graça, nunca dita exatamente assim, mas imaginada por milhões de brasileiros.

Ainda falando de Hitler, ele também dizia que "a propaganda não pode servir à verdade especialmente quando possa salientar algo favorável ao oponente". Ou seja, mentir é o meio para o fim. Maquiavélico, não é mesmo?  

Se a "moderação na defesa da verdade é serviço a favor da mentira", como dizia Olavo de Carvalho, o que  dizer desse tipo de afirmação: "Não é a verdade que importa, e sim a vitória". Ou seja, Maquiavel outra vez: os fins justificam os meios. Mentir está liberado para ganhar.

"Sei muito bem que se conquistam adeptos menos pela palavra escrita do que pela palavra falada e que, neste mundo, as grandes causas devem seu desenvolvimento não aos grandes escritores, mas aos grandes oradores".

A afirmação é uma verdade incontestável sobre o poder da mentira na boca de quem tem o dom de falar bem. Grandes guerras e grandes regimes tirânicos dos nossos tempos devem-se realmente a grandes psicopatas mentirosos, manipuladores das massas e também às armas, que, só eles, desarmamentistas, podiam ter.

O pai do verdadeiro Fascismo, Benito Mussolini, um materialista convicto, ateu, inimigo declarado da criação divina, dizia que "em determinados momentos, as palavras podem ser fatos". Não precisa ser um gênio para compreender que ele fala aqui de impor uma realidade que só passa a existir através da palavra proferida.

Joseph Stalin, homem que matou só na Ucrânia duas vezes mais do que Hitler, um genocida de de marca maior, ídolo de Jandira Feghali, dizia que a "Imprensa é a arma mais poderosa do partido".

Ainda que a frase fosse somente assim, já faria dela uma afirmação de grande profundidade, mas precisamos compreender que a sentença é maior e mais viceral.

“A imprensa precisa crescer dia e noite. Ela é a arma mais afiada e mais poderosa do nosso Partido”. A afirmação foi proferida no discurso no 12º Congresso do Partido Comunista Russo (Bolchevique), 19 de abril de 1923.

Ou seja, é preciso dar muito dinheiro à imprensa, à mídia e ter muita gente falando, defendendo e lutando pelo seu regime, por suas agendas ou por qualquer coisa mais que interesse "ao partido" e ao seu líder.

E mais uma frase resume bem o que boa parte da população, hoje, infelizmente é: "O idiota útil, por definição, é idiota demais para saber que é útil e quem o utiliza". Olavo de Carvalho.

Nesse jogo de manipulação de massas, as reportagens, dossiês e vídeos que escancaram todo o esquema de poder e influência nas redes sociais de uma agência de marketing e propaganda, ligada à agenda vencedora, da eleição passada, evidenciam todo o refinamento e profissionalização da propaganda revolucionária e a coloca num nível inconcebível para a maioria.

O assunto do momento, a personalidade do momento, a tendência do momento, o produto do momento. Tudo foi substituído pela fofoca em evidência e pelo influenciador da vez com a finalidade de ditar a tendência da atualidade e o produto de 'hoje'. Mesmo que nada disso seja realmente o assunto do dia e que os influenciadores não sejam as personalidades do agora e tampouco a tendência e o produto do momento sejam realmente aquilo que se exibe 24h na mídia.

Portanto, é através de agências como a Mynd que a "mágica acontece". Ou se finge que está acontecendo.

Conhecemos então, por meio desse escândalo - muito bem mostrado em reportagens na Revista Oeste e no vídeo do influenciador Daniel Penin, que se baseou na trilha de Rodrigo da Silva, no Twitter - as entranhas de um lado da distopia e da imposição de agenda muito além da militância de redação. Algo bem mais sofisticado, que impõe para muitas pessoas uma percepção que não condiz com a realidade, ainda que isso dê a impressão de ser real, para centenas de milhões de pessoas.

Uma percepção de que há consumo, de que há engajamento, de que há espaço, de que há mercado para coisas que efetivamente são superestimadas e não encontram ressonância na realidade.

Em suma, há uma imposição de popularidade de pessoas, de artistas, de influenciadores, de perfis e assuntos que mais se assemelham, no final, a um tremendo esquema de pirâmide, uma tremenda bolha inflada, regada e retroalimentada por ela mesma.

Talvez isso explique os erros das empresas anunciantes, que escolhem artistas lacradores, que não agradam o público verdadeiramente, como no caso da Mondelez e o chocolate Bis.

Muito além de um departamento de Marketing formado por diretores de cabelos coloridos, o que parece é que essas empresas buscam estar no hype e alinhadas a agências da moda que, podem estar apresentando números que não condizem com a realidade do mercado e com a preferência dos brasileiros. E se isso realmente existir a coisa se torna ainda mais grave.

Em resumo, fica um questionamento que ninguém fez: a empresa que manipula conteúdo, cria fofocas, mente ao relatar algo que não existe para isso virar notícia e fazer a máquina do engajamento funcionar. E cabe a pergunta: a mentira está somente nisso ou temos uma fraude generalizada nos números de influência de seus agenciados?

O modo de trabalho da Agência Mynd vai muito além de um conceito de um verdadeiro "gabinete do ódio", expressão cunhada para acusar um inimigo político de uma prática inexistente e que, ainda que existisse, estaria muito aquém do que realmente existe e é praticado pela agência.

Esse esquema é verdadeiramente a materialização da máquina de imposição de distopia e agendas. É a prática e a síntese das frases citadas acima, cunhadas por seres que foram o que de pior pode existir na história da humanidade.

Quem ainda não entendeu o grau de maldade e manipulação de uma mente doentia, psicopática, de um esquerdista na sua sanha pelo poder, choca-se., mas com o farto material histórico existente (e ainda em produção como nesse caso da Agência Mynd) e exemplos que temos, ao longo desses anos todos de esquerdismo,  repito o que escrevi parágrafos acima: "chocada ficava a sua avó." 

 

 

Fonte/Créditos: Gustavo Reis

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