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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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CARTA ABERTA: AO QUE VENHO

(Memórias e Retalhos dum Eco Inteligente e Não Replicante)

CARTA ABERTA: AO QUE VENHO
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O primum actum ato deste subscritor em tão seleto espaço servirá, unicamente, para me posicionar em relação ao leitor e o que ele deverá esperar ou não esperar (dependendo da perspectiva) no que tange às minhas contribuições aqui em torno de certos domínios, temas e ordens de grandeza.

Em concreto no posicionamento em relação a dois mastodônticos assuntos que de forma quase unânime todos decretam (com certa razão, saliente-se – no epílogo da hermenêutica direi de minha justiça), que todos decretam, dizia, que “não se devem discutir”, a saber: religião & política. Meu “alter” alerta-me para o “risco” de me expor a tal nível, mas assumo-o, conscientemente, mais que não seja para que quem, porventura, me possa ler a jusante não venha a ser pego de surpresa, se desiludir e / ou me mimar de “anti, ista ou daquilismo”.

A ênfase será “o momento” – porque só ele, de fato, importa e existe –, portanto, não me verão aqui discorrer sobre como me posicionava ou pensava em meus verdes e incautos anos e qual a evolução de minhas idiossincrasias acerca desses dois temas em particular ao longo duma biografia que já conta com quase meio século – mormente os últimos trinta marcados por uma incessante busca, autodidatismo e aprimoramento...

Curto e grosso (e sou-o cada vez mais convicto; jamais, no entanto, sofisticamente dogmático), e no que à religiosidade concerne, revejo-me naquilo que acutilantemente se define por omnista. Isto é, creio que nenhum conglomerado religioso, de todo, será o detentor de integrais verdades e/ou revelações, mas que partes destas poderão ser encontradas em todos eles – e sempre, mas sempre, e isso é fulcral reter, em forma de metáforas, parábolas e/ou analogias.

Não será, portanto, uma questão de se poder ter uma dada e certa religião restringente, mas, sobretudo, uma consciência e um despertar espiritual que entenda a regência, a ordem e a primazia Transcendente das coisas. Aderir / converter-se a um credo, seja ele qual for, pela via da literalidade será o primeiro passo para “errar o caminho, a busca e, consequentemente, o sentido”... Sincreticamente falando, e esta é uma das maiores verdades que o nosso discernimento poderá almejar, direi que existe um único cordão umbilical entre a nossa componente físico-mundana (micro) e o sacro-transcendental (macro), a saber: o liame espiritual puro e simples.

Partindo então deste óbvio e inexorável pressuposto, conclui-se que todas as nomenclaturas & construtos – as ditas “religiões oficiais, estatizantes, estereotipadas, pomposas, ciosas, aglutinadoras e soberbas” – serão (e, neste particular, estarei a suspender o juízo) meras derivações, expansões e orbitações cujos diferentes signos e significantes remetem a um só e nuclear referente: a vital religação espiritual à Sumidade Deífica, Emanante e Matricial...

Umas mais estruturadas, encorpadas, consistentes e monopolizantes – as abraâmicas –, outras mais superficiais, esotéricas, pontuais e limitativas. Mas, certamente (e aqui interrompo a suspensão do breve juízo) partições com o intrépido e calculado fito de segmentar / escamotear a holística e sagrada verdade, a saber: a de que todo o indivíduo nasce com uma divina centelha portando, pois, o universal em personalizada forma; E a de que não é que ele faça apenas parte da criação - ele é um co-criador de realidades.

Partições, essas, que visam confundir, dividir, clivar e apartar o “rebanho”, rebanho, esse, que, assim, e convenientemente, sempre ficará mais fácil de manipular e controlar pelos “CEO’s Pastores, Arquitetos & Construtores das urdiduras, crenças e savanas humanas” – um governo oculto que, ipsis litteris, “esconde / camufla todo o ouro ofertando, em seu lugar, limalhas de bronze enferrujado”…

Portanto, defino-me então como um seletivo omnista, adepto fervoroso das leis/princípios herméticos e cuja personalidade, têmpera, caráter, moral, ética e fé, de forma paulatinamente inegociável, veio vindo a moldar-se na forja Trino-Crística.

Sim! Em Cristo – a Canônica e Arquétipa Palavra que em nós se faz mente e carne (o autêntico significado da cruz).

Sim! Em Cristo – o Verbo, a Mensagem e a Imagética que não será uma entidade antropomórfica, corpórea ou personificável, mas um estado culminante de logos, moral e consciência com o qual deveremos entrar em fase, nos sincronizar e fundir...

Um cristão sui generis se assim me quiserdes enxergar, inteiramente livre no pensamento, imaginação e senciência (não na livre expressão, pois que, dependendo da temática e do objeto, será coartada à escala global e numa rapidez estonteante pondo a nu o tamanho da coisa que a todos controla), independente, imune e avesso, pois, a qualquer mind control representado na ideia que, atemporalmente, “vem alugando um latifúndio de proporções homéricas nas mentes” (das menos às mais capazes), a saber: a do “monolítico algoz” que usa de estratagemas mil para ludibriar e se vitimizar (dissertarei no futuro acerca), que se escuda numa “derivação anagrâmica” (ibidem²), cultua um “hexagrama” (ibidem³), reproduz “panteões sumérios, jogos babilônicos, circos romanos, ordens jesuíticas” e que é o criador de todos os “fraternos antagonismos” (todos!) fulanizados em forma de “luas crescentes com estrelas, califados, sultanatos, tariqas sufis”, beltranizados em “negras nobiliarquias, vaticanos e reinantes papados” e sicranizados em “irmandades secretas, ocultistas, supremacistas, corporativistas, cleptocráticas e financistas”...

Sim! (retomando e aproveitando o ensejo para expor uma minha e muito cara teoria criacionista) Trindade Crística – a estética equacional e arquitetônica geometrização da Criação e de tudo o que Dela emana, vibra e se manifesta: duma Trindade-Mor (9) representada pelo Espírito Altíssimo (energia quântica e vibracional infindável), o Pai (a união lemniscate do polo masculino e feminino) e o Filho (tudo o que é criado) fruirá, dimensional, vibracional e verticalmente, todo um trino composto (6) de magnetismo (o neutro harmônico), onda frequencial (polarizada) e energética (polarizada) que se materializa, por sua vez, na triangulação tridimensional (3), antropológica e ontológica do Ser representada pela consciência (liame espiritual e centelha), razão (polarizada) e emoção (polarizada). E aqui residirá a chave mestra que abrirá o portal do mistério dos mistérios: a de que em última e escalar instância o acesso ao Divino dá-se, reside e só em nós é possível de ser concretizado – eis o salto dos saltos de consciência, arrebatamento e transmutação, o salto dos saltos quânticos e a pedra das pedras filosofais...

O que acabei de dissertar enquadrar-se-á como reflexões, pensamentos, epifanias e religiosidade?

Sim!

Pertencerá a algum sistema de crenças “patenteado”?

Não, que eu saiba!

Tem nome?

Não será, de todo, uma preocupação, não é o que importa, mas é Crística, é Trina e, sobretudo, Quântica em toda a sua abrangência, geometria, mecânica, matemática, musicalidade, fisicalidade e expressão.

Tudo isto, o que ainda discorrerei e outros conteúdos mil – data vênia à autopromoção – embasam e floreiam minhas três obras autorais (COSMION, POMPA & CIRCUNSTÂNCIA e DZÁIT-GÁIST) a quem interessar e desejar mergulhar mais fundo... Ou voar mais alto...

Esclarecimentos dados quanto a “credos”, passemos ao tópico “política”. Neste caso serei bem mais sucinto, pois nunca foi tão fácil percebê-lo. A fulcral questão já não é, em definitivo, a de “esquerda versus direita” que são as “enferrujadas e obsoletas lâminas (uma só cortante – a esquerda – enquanto a outra mero mote e justificativa para o corte) da articulada tesoura revolucionária” (made in France, 1789), teatral, demagógica e proselitista para a tomada de poder de toda e qualquer máquina pública/estatal.

O busílis joga-se entre a tirania, o engodo, a perfídia, o parasitismo, a maldade, a corrupção a todos os níveis possíveis e imaginários, a feiura, a perversidade, a pseudo-liberdade (que não passa duma “cenoura de burro” libertina e autofágica), a ignorância, o falatório, a servidão e a destruição de tudo e de todos (“menos os do partido e de quem o criou/financia/lucra”) versus a genuína liberdade, autenticidade, governabilidade, boas e nobres intenções, rigor, probidade, lisura, erudição, decência, capacidade, meritocracia, o de fazer, manter, conservar e, se possível, melhorar o que de bom, justo, belo e verdadeiro o Homem consegue produzir e criar.

Escolher um dos lados, ainda que não entendível tão intrincada trama, definir-vos-á como pessoa, espelhar-se-á coletivamente e, esta, a sociedade, será a fiel expressão e retrato de tal posicionamento. O meu (quando de fato o entendi na plenitude) é óbvio e nem preciso esboçá-lo (quanto mais desenhá-lo), mas “dai uma mirada lá fora e vide o ponto a que a coisa chegou”...

Direi, por fim, e resgatando o trecho inicial, que estes dois assuntos, como tão sabiamente decreta a sabedoria popular, não serão os mais “desejáveis” para se discutir, publica ou abertamente, e não o serão por uma simples razão: a esmagadora maioria das pessoas não quer dialogar/entender/saber acerca, não quer abandonar sua “acolhedora caverna”, mas impor suas enviesadas, cristalizadas e espectrais visões de mundo (amalgamadas, a mor das vezes, em ilusão, fanatismo, desalinho, superficialidade e caos) e ai daquele que as possa contrariar ou não seguir tais cartilhas...

                                                                                                                                                                                                                            Eco

 

Fonte/Créditos: A própria cognição.

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