O povo brasileiro é inventivo e não raro descobrirmos novas formas de crimes através do noticiário. Contudo, certos crimes são muito comuns no Brasil, dos mais violentos aos golpes mais antigos. Esse é um país onde a honestidade é predicado de muitos, mas não de toda a população.
Adulterar o conteúdo daquilo que se vende, enganar o consumidor, fazê-lo acreditar que está levando algo verdadeiro. De gasolina adulterada ao botar água no leite. Vender água mineral com água de bica ou cerveja de quinta categoria em garrafa de cerveja boa. Desde criança escuto sobre isso. Adulterar o conteúdo daquilo que se vende, enganar o consumidor, fazê-lo acreditar que está levando algo verdadeiro
Essa história é antiga na nossa cultura. É um costume antigo, com origem nas nossas origens além mar. É um traço ainda marcante de parte do nosso povo. Tentar convencê-lo de forma demagógica ou passar a perna enganando o ou tronda forma que for. Não a toa temos as expressões conto do vigário e para Inglês ver fazendo parte da nossa cultura popular.
Mas vamos ao que interessa. Entender esse traço do nosso povo, nos leva a ver esse modus operandi em outras áreas de nossas vidas. E agora eu vou falar da política em nosso país.
Um dos trechos mais sensacionais do livro sensacional de Orwell, A Revolução dos Bichos, é simples, direto e sintético.
"Quatro patas bom. Duas patas ruim".
Essa expressão, entoada, no primeiro momento por quase todos os animais mas com o passar do tempo fica sendo repetida seguidas vezes somente por ovelhas e cordeiros.
É importante lembrar que tal grito era sempre precedido por declarações firmes, contundentes e manipuladoras da liderança. Declarações que alertavam para os perigos, os riscos de se acreditar em qualquer hipótese noutros senão nos líderes de quatro patas, principalmente naqueles de fora daquele mundo.
Em suma, o que temos descrito ali é: ou se segue o que a liderança e seus representantes diz cegamente, incondicionalmente, ou então, você estará em risco de traição. Afinal, eles sabem o melhor caminho para você.
O livro não faz menção a muitas outras técnicas usadas por quem quer controle e poder. Fica basicamente no movimento de grupo e divisão, no medo, na descredibilização de alguns e na perseguição ardil a quem oferece algum tipo de risco, transformando esse em inimigo. Seria sofisticado demais falar em coisas como teatro das tesouras, por exemplo. Mas elas existem, ainda que sejam condicionadas e não combinadas.
Juntando os dois assuntos, dá para resumir assim: se não analisarmos com cuidado e só olharmos para a garrafa, encontraremos muita cerveja barata aí envasada em garrafa (verde) de Heineken. Afinal, o que se busca mesmo é manipular e controlar seu público. Enganar mesmo, se valendo dos métodos ardis mais antigos, vergonhosamente.
A termo a cabo, temos alguns do lado de cá que não está se importando com a qualidade do conteúdo, apenas, repito, em não perder mercado, share, público, espaço, o controle e o rótulo. Querem o comando a qualquer preço, portanto, alerta: há cerveja adulterada no mercado, em garrafas verdes, com jeito de qualidade Premium. Atente-se, tome cuidado com o rótulo, mas, principalmente, com a qualidade do conteúdo.
Mas sempre há aqueles que não estão nessa, pelos motivos acima. Muitos induzidos, estão apenas por um condicionamento natural. E a garrafa da Heineken serve de exemplo de novo. É bom reparar bem, ainda que a garrafa da Heineken seja verde, com conteúdo verdadeiro, ela traz em seu rótulo uma estrela vermelha. Esse traço esquerdista e algo tão impregnado no costume e no comportamento que passa despercebidos por quase todos quando ele aflora.
Bom, as eleições municipais evidenciam tudo isso. Só não vê quem não quer. E ainda que a Heineken seja avaliada como uma boa cerveja, busquem outras melhores! Sem adulterações e sem alguém determinando qual seria a melhor, a correta.
Fonte/Créditos: Gustavo Reis