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Segunda-feira, 04 de Maio 2026
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A última volta do ponteiro.

Temos hoje em nosso país uma romantização e uma glamourização do socialismo. Como lidar com isso?

A última volta do ponteiro.
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Nas antigas transmissões de rádio essa expressão era comum durante uma partida de futebol. Relógios analógicos, com ponteiros, e ao chegar aos 44 minutos de um dos tempos de jogo, narradores descreviam em tom firme e com emoção, para prender o ouvinte que escutava atentamente, cada uma das ações que só podiam, por esses ouvintes, serem imaginadas

O Brasil do futebol conquistou o mundo através da magia e da qualidade de seus atletas, tão como pelo imaginário sugerido pelo rádio, jornais e revistas, já que o áudio visual era raro e quando surgiam imagens, era nas salas de cinema que se podia conferir. Sempre aparecia de forma encantadora, com toda uma plasticidade e sonoridade que fazia com que, quem estivesse assistindo se sentir e se imaginar um privilegiado por ver algo mágico e único na grande tela.

A primeira Copa do Mundo com televisionamento foi a de 1970. Quis o destino que ali tivéssemos Pelé em seu auge, com uma seleção dos melhores jogadores nacionais organizada e com um foco em resultado técnico e físico pensada por militares. Gerações que cresceram ouvindo falar de Pelé, do Brasil, da genealidade do futebol brasileiro, em todo o mundo, se deparava com essa realidade em suas televisões, alimentadas pela euforia de um povo que por proximidade latina tratava os brasileiros como verdadeiros deuses. Brasil campeão, comprovando tudo que se dizia e se imaginava. Pelé virou o Rei, viramos o país do futebol e até hoje assim somos tratados e respeitados por isso.

O texto não é de futebol, mas o exemplo serve para ilustrar como, na prática, o imaginário faz com que as pessoas queiram, admirem, desejem, busquem e enalteçam aquilo que foi trabalhado em suas mentes pela imaginação. E ao terem uma resposta, um feedback positivo do que se imaginava, temos então a conexão perfeita, o encontro entre aquilo que se espera e aquilo que se recebe. Sem frustração.

O professor Olavo de Carvalho nos ensina que tudo começa no imaginário. "Você não deseja uma comida deliciosa se você não consegue imaginá-la deliciosa". Esse exemplo dado por ele, onde um cardápio em thailandês jamais te abrirá o apetite, a não ser que tenhamos ali a foto da comida, explica e resume muito bem esse ensinamento. Tudo acontece antes no imaginário.

Apesar de todas monstruosidades por mais de um século de existência, temos hoje em nosso país uma romantização e uma glamourização do socialismo. Quer seja ele marxista, leninista, maoísta ou fabiano, tudo isso é tratado com glamour e como ideal por uma parcela significativa das populações no ocidente e, aqui no Brasil, não é diferente. Olavo dizia que a doutrinação na sala de aula é a última etapa da doutrinação, de fato. O aluno já chega lá coma sua cabeça pré-disposta, prota para sucumbir diante dos bombardeios de manipulação e engenharia social.

O maior hino da revolução cultural, do mundo ideal e semente das idéias globalistas irônicamente a não a toa se chama "Imagine", de Jhon Lennon. 

Gays que lutam por islâmicos homofóbicos, feministas que lutam por homens que se consideram mulheres, religiosos de várias correntes que defendem uma doutrina materialista ou jornalistas que lutam pelo cerceamento da liberdade de expressão. Essa é a realidade de um mundo onde não há congruência entre o raciocínio lógico e aquilo que é defendido. Ou seja, essa é a realidade de um mundo que explora o comportamento de massa, o desejo de aceitação através da propaganda do "mundo melhor" impondo uma dissonância cognitiva.

E por imaginarem um mundo idealizado e irreal, as pessoas se permitem, desejam e lutam pelo pertencimento dessa onda, desse hype, abrindo mão daquilo que há de mais belo em cada um de nós: a liberdade. A liberdade de pensar, questionar, agir e se posicionar. O livre-arbítrio.

O que há de mais macabro nisso tudo é que falácias que incluem as pautas de divisões da sociedade fazem o sujeito imaginar estar indo na direção correta, já que ele cria em sua mente e acredita firmemente que se livrou de grilhões impostos pela "sociedade ocidental, patriarcal, branca, cisgênera, opressora e qualquer bobagem mais". Tudo isso sempre iniciado em seu imaginário. Na convicção de que seu pensar estar correto.

Fato é que precisamos mudar esse paradigma. Precisamos aprender a nos comunicar e fazer com que jovens imaginem as dores e o sofrimento de todos aqueles que passaram por toda a verdade, a realidade do comunismo.

Não é uma tarefa fácil, mas que comecemos a imaginar como. Afinal, tudo começa no nosso nosso imaginário.

 

 

Fonte/Créditos: Gustavo Reis

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