De Olavo de Carvalho em O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.
...“Na verdade, o esquerdista brasileiro moderno desejaria chutar todas as suas responsabilidades para o Estado: não quer proteger sua casa, mas ser protegido pela polícia; não quer educar-se para educar seus filhos, mas entrega-los a técnicos que os transformarão em robôs politicamente corretos; não quer decidir o que come, o que bebe, o que fuma ou deixa de fumar: quer que a burocracia médica lhe imponha a receita pronta; não quer crescer, ter consciência , ser livre e responsável : quer um pai estatal que o carregue no colo e contra o qual ainda possa fazer birra, batendo o pezinho na defesa dos seus ”direitos”.
O Estado sorri, porque sabe que, quantos mais direitos concede a esse cretino, mais leis são promulgadas, mais funcionários são contratados para aplicá-las. Mais repartições burocráticas são criadas, mais impostos são cobrados para alimentá-las e enfim, menor é a margem de liberdade de milhões carregadinhos de “direitos”.
Essa geração já se julgou a si mesma: constituída de moleques egoístas e covardes, não é capaz de se defender. Ao primeiro safanão mais forte, vindo dos narcotraficantes, dos radicais islâmicos ou dos autonomeados governantes do mundo, põe-se de joelhos abjurando lealdades milenares e prontificando-se a transformar-se no que o novo patrão deseje.
Nem todos patriotas, é claro, acomodam-se tão bem a essa agonia deleitosa.
Ainda há homens e mulheres de verdade, capazes de agir por si próprios, sem intermediário estatal, orgulhosos da sua liberdade. Eles sabem que a liberdade efetiva não tem nada a ver com “direitos” outorgados pela burocracia espertalhona”...
Créditos (Imagem de capa): Foto: Adriano Machado/REUTERS