Um vídeo gravado em 2019 voltou a repercutir nas redes sociais ao mostrar o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin lendo publicamente uma carta escrita pelo então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando ele cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba (PR).
Na gravação, datada de 30 de setembro de 2019, Zanin aparece cercado por jornalistas enquanto faz a leitura da mensagem redigida por Lula. À época, ele era o principal advogado de defesa do petista e afirmou que o texto havia sido escrito naquele mesmo dia para orientar a equipe jurídica sobre a condução do processo.
Na carta, Lula comunicava que não aceitaria a progressão para o regime semiaberto proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) e afirmava que não trocaria sua “dignidade” por sua “liberdade”. O conteúdo foi amplamente divulgado pela imprensa. Em 2023, Zanin foi indicado por Lula para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Zanin era advogado do Lula e lia carta do Lula para a imprensa!
— Amanda Gui Three (@Amandamelot) July 13, 2026
Eles podem tudo!
Povo brasileiro precisa eleger @FlavioBolsonaro pic.twitter.com/1sOXVay8GP
O vídeo voltou a circular em meio ao debate sobre as restrições impostas por Moraes ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nesta segunda-feira (13). Em decisão, o ministro determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do parlamentar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após o congressista divulgar e ler, durante uma transmissão ao vivo, uma carta escrita pelo ex-chefe do Executivo.
A decisão reacendeu comparações entre os períodos em que Lula e Bolsonaro estiveram presos ou cumpriram medidas restritivas. Aliados de Bolsonaro argumentam que Lula manteve comunicação política com apoiadores durante o período em que esteve preso, inclusive por meio de cartas tornadas públicas, enquanto o político conservador passou a enfrentar restrições mais rígidas após manifestações semelhantes.
Fonte/Créditos: Pleno News
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Print de vídeo do UOL
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