Quando faleceu, em 2014, Robin Williams deixou a indústria cinematográfica devastada. Na época com 63 anos, o ator e comediante era considerado um dos maiores astros de Hollywood. A morte do vencedor do Oscar – na categoria Melhor Ator Coadjuvante por ‘Gênio Indomável’ (1997) – deixou alguns mais chocados do que outros.
A viúva do ator, Susan Schneider, é uma que continua se comunicando com o astro mesmo agora, 11 anos depois do falecimento dele. Conforme a própria revelou ao ‘RadarOnline.com’, ela vê o “fantasma” de Robin Williams no seu jardim.
A mulher de 61 anos foi casada com o astro de ‘Sociedade dos Poetas Mortos’ (1989) durante os últimos três anos da vida dele. Ela insiste que, desde 2011 até a morte dele, Robin Williams nunca saiu de perto dela. E depois do seu falecimento, o seu fantasma foi o responsável por nunca a abandonar.
“Cerca de uma hora antes dessa entrevista, eu o vi no jardim. Mas, quando ele não está presente, eu penso no meu amigo, no meu amor, e eu sinto a falta dele”, Schneider declarou ao ‘RadarOnline.com’.
Em uma entrevista ao ‘The Guardian’, ela já havia confessado a presença do “fantasma” do marido. “Robin ainda aparece sempre que seu preciso dele”, revelou.
Susan ainda refletiu sobre as “concepções errôneas” sobre a morte de Williams. Na autópsia do astro foi revelado que ele foi sofria de demência com corpos de Lewy (LBD) – uma doença no cérebro que altera o comportamento, a cognição e o movimento.
“Era muito incomum Robin ser tão paranoico. E esse foi o começo dos 10 meses do aumento dos sintomas e a questão com o LBD é que os sintomas não aparecem todos de uma vez – eles vão mudando. Então, é incrivelmente confuso para o paciente os seus cuidadores”, destacou a viúva.
Em maio de 2014 – três meses antes da sua morte, em agosto – Robin Williams foi diagnosticado com Parkinson. Entretanto, a doença não explicava a paranoia, os “pensamentos delirantes”, a forte depressão e ansiedade que ele vinha sentindo há meses.
Segundo Schneider, esses sintomas eram tratados como “questões adversas” ao invés de vistos como uma causa neurológica distinta. Por isso, conforme as ocorrências pioraram, Williams e Schneider decidiram que ele iria ser internado em um local focado em doenças neurocognitivas.
Uma semana antes de se dirigir ao espaço, porém, Williams se suicidou. “Eu acho que ele não queria ir. Acredito que ele tenha pensado ‘Eu vou ficar preso e nunca mais vou sair’”, declarou Susan.
ATENÇÃO: Se você ou alguém que você conhece está lutando contra a depressão ou pensamentos suicidas, entre em contato pelo telefone 188; o serviço funciona 24 horas. O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.
Na época, diversos rumores circularam dizendo que o astro estava depressivo e teve um recaída com o álcool antes de morrer, principalmente porque ele tinha ficado, por um curto período de 2014, em uma casa de reabilitação. Susan explicou que Robin queria “tirar um tempo, fazer meditação e se aprofundar no seu processo de cura. Robin estava sóbrio há oito anos quando faleceu.”
Susan Schneider ainda destacou que esses rumores representavam “como nós, como cultura, não temos vocabulário para discutir doenças cerebrais da mesma forma que falamos de depressão”. “Depressão é um sintoma de LBD e não é uma questão psicológica – está enraizada na neurologia. O cérebro dele estava se desfazendo”, acrescentou.
Fonte/Créditos: Revista Monet
Créditos (Imagem de capa): Susan Schneider com Robin Williams (1951-2014) no The Comedy Awards de 2012 — Foto: Getty Images