Durante o segundo dia do tradicional evento jurídico promovido pelo ministro Gilmar Mendes em Lisboa, informalmente apelidado de “Gilmarpalooza”, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça fez um discurso que foi interpretado como uma crítica velada aos métodos do colega Alexandre de Moraes.
Sob aplausos da plateia, formada por ministros, juristas, advogados e acadêmicos, Mendonça ressaltou o descrédito crescente da Corte perante a população brasileira. De forma sutil, mas firme, ele condenou o uso de métodos considerados inquisitórios, enfatizando a necessidade de respeito estrito à Constituição Federal.
“Precisamos reafirmar os valores constitucionais. O povo deposita em nós a esperança de que a Constituição será respeitada”, declarou.
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Crítica indireta aos inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes
Embora sem citar nomes diretamente, as falas de Mendonça foram interpretadas como uma referência aos polêmicos inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes, que envolvem jornalistas, parlamentares e cidadãos acusados de disseminação de fake news ou ataques às instituições.
O modelo de atuação de Moraes tem sido alvo de críticas por setores que apontam concentração de poder, ausência de contraditório e atuação como investigador, acusador e julgador.
🚨URGENTE - André Mendonça destaca o descrédito do STF perante ao povo e diz que é preciso repensar a competência da corte para julgar crimes!
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) July 3, 2025
“Isso envolve repensar a competência do STF para processar e julgar crimes!” pic.twitter.com/9xkL81zalW
Gilmarpalooza reúne ministros e juristas para debater rumos do Judiciário
O evento em Lisboa, promovido anualmente por Gilmar Mendes, é um dos principais fóruns jurídicos internacionais sobre temas constitucionais e desafios do Judiciário brasileiro. A programação do encontro inclui debates, palestras e manifestações públicas — muitas vezes críticas — sobre o sistema de justiça do país.
O discurso de Mendonça adicionou tom de autocrítica ao STF, em um momento em que a Corte enfrenta pressões externas e questionamentos sobre seus limites institucionais.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução