Aliados Brasil Notícias

Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 22 de Abril 2026
MENU

Notícias / Justiça

Vídeo: Moraes cobra foto de réu, e defesa pede suspensão de julgamento no STF

Advogado critica investigação e afirma que houve adulterações em arquivos do inquérito

Vídeo: Moraes cobra foto de réu, e defesa pede suspensão de julgamento no STF
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira, 12, foi marcada por um embate entre o ministro Alexandre de Moraes e o advogado Jeffrey Chiquini, defensor do tenente-coronel Rodrigo Bezerra de Azevedo. O magistrado interrompeu a fala do advogado ao notar que faltava, nos autos, uma foto específica do réu — justamente a registrada no dia de seu aniversário.

Azevedo é acusado de envolvimento em um suposto plano para a instalação de um golpe de Estado entre o fim de 2022 e o início de 2023.

Moraes questiona ausência de imagem

Durante a sustentação oral, Moraes destacou que havia imagens do militar em datas próximas, mas nenhuma referente ao dia solicitado. “Vossa senhoria junta uma foto do dia 12/11, do réu na piscina, e outra do dia 14/11, jantando com amigos. Mas não há nenhuma foto do dia do aniversário? A esposa não tirou? Os filhos não registraram?”, indagou o ministro.

Publicidade

Leia Também:

Chiquini respondeu sugerindo a suspensão do julgamento até que a Polícia Federal (PF) apresentasse o laudo de extração do celular de Azevedo, que segue sob custódia dos investigadores. Ele afirmou que os registros anexados foram obtidos por outras vias. “Essas fotos eu consegui na nuvem. A do dia 14 é do celular da esposa do coronel. Não tenho acesso ao celular dele, que está com a PF”, explicou. Após a resposta, Moraes encerrou o questionamento.

Defesa reage a procurador e alega falhas na investigação

Em outro trecho da sessão, o advogado demonstrou descontentamento com o vice-procurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, que teria rido durante sua argumentação. “Peço vênia, mas não sei o que há de engraçado. Estou me referindo a um processo grave”, disse Chiquini.

Ele reiterou que possui ata notarial comprovando o conteúdo extraído do celular da esposa do militar, mas ressaltou que não existe perícia equivalente no aparelho de Azevedo. “O delegado tem o celular em mãos. Isso não aconteceu nem na Lava Jato”, criticou.

Assista:

Acusações de adulteração no inquérito

A defesa também fez duras críticas à atuação da Polícia Federal. Chiquini afirmou ter detectado “alterações de código” em arquivos do inquérito, o que, segundo ele, indicaria manipulação. “Houve alteração de código. Isso significa adulteração, fraude”, declarou.

Ele pediu que o delegado Fábio Schor, apontado como responsável pelos materiais investigados, seja responsabilizado pelas supostas irregularidades.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

Comentários:

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )