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TSE da Colômbia sanciona campanha de Gustavo Petro por irregularidades em 2022

Corte colombiana analisa denúncias que podem abrir caminho para sanções políticas ao presidente.

TSE da Colômbia sanciona campanha de Gustavo Petro por irregularidades em 2022
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O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Colômbia — órgão equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) brasileiro — aprovou nesta quinta-feira (27) a sanção contra a campanha presidencial que levou Gustavo Petro ao poder em 2022, após constatar financiamento irregular e ultrapassagem dos limites legais de gastos.

A decisão foi aprovada por 6 votos a 3 no plenário do CNE, marcando um fato inédito na história eleitoral colombiana: é a primeira vez que uma campanha presidencial inteira é responsabilizada, e não apenas o tesoureiro.

Multas milionárias e partidos punidos

De acordo com o CNE, a campanha de Petro:

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  • Ultrapassou os limites de gastos no primeiro e segundo turnos em mais de 3,5 bilhões de pesos colombianos (cerca de US$ 940 mil);

  • Recebeu contribuições proibidas, o que viola diretamente as regras eleitorais do país.

Diante das irregularidades, foram aplicadas multas a:

Responsáveis pela campanha:

  • Ricardo Roa, gerente da campanha e atual presidente da estatal petrolífera Ecopetrol;

  • María Lucy Soto, auditora;

  • Lucy Aydée Mogollón, tesoureira.

Os três terão de pagar, de forma conjunta, uma multa superior a 5,9 bilhões de pesos (aprox. US$ 1,5 milhão).

Partidos políticos:

  • Colômbia Humana, partido de Petro — multa de 583 milhões de pesos;

  • União Patriótica (UP) — multa no mesmo valor.

Segundo o CNE, o partido do presidente permitiu o ingresso de doações oriundas de fontes proibidas, enquanto a UP falhou ao não auditar de maneira adequada a prestação de contas da campanha.

Irregularidades identificadas pelo CNE

A investigação teve início após denúncia anônima feita em fevereiro de 2023. O caso foi conduzido pelos magistrados Álvaro Hernán Prada e Benjamín Ortiz.

Entre as irregularidades, o CNE apontou:

  • Não declaração de contribuições recebidas no primeiro turno, somando 3.709.361.342 pesos (aprox. US$ 995 mil), vindas de:

    • Federação Colombiana de Educadores (Fecode);

    • Partido Polo Democrático Alternativo;

    • Sindicato dos Trabalhadores da Indústria do Petróleo (USO).

  • Ultrapassagem do teto de gastos no segundo turno em 1.646.386.773 pesos (aprox. US$ 442 mil).

Petro nega irregularidades

Devido à imunidade presidencial, Gustavo Petro é investigado separadamente pela Comissão de Acusações do Congresso. Ele nega as acusações e afirma que nenhuma das contribuições da Fecode ou da USO foi destinada à sua campanha, dizendo que tais valores teriam ido apenas ao partido Colômbia Humana.

Até o momento, a Presidência da Colômbia não divulgou nova nota oficial após a decisão do CNE.

Créditos (Imagem de capa): Gustavo Petro Foto: EFE/ Natalia Pedraza

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