Em meio à escalada da tensão no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste domingo uma mensagem enigmática em sua rede Truth Social, a poucas horas do prazo final de um ultimato imposto ao Irã.
“Terça-feira, 20h (horário da costa leste)”, escreveu o republicano, sem dar mais detalhes. A publicação foi interpretada como uma possível extensão do prazo dado a Teerã para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz — caso contrário, o país poderia enfrentar um bombardeio de grandes proporções.
Se confirmado, o novo prazo empurraria o ultimato para a madrugada de quarta-feira (horário de Greenwich). Trump já havia ameaçado atacar usinas de energia e pontes no Irã caso não haja acordo.
Apesar do tom duro, o presidente afirmou que acredita em uma “boa chance” de negociação. Em entrevista à Fox News, ele disse que conversas estavam em andamento e poderiam avançar antes do fim do prazo. “Se não houver acordo, e rápido, estou considerando explodir tudo e assumir o controle do petróleo”, declarou.
Trump também afirmou que ofereceu “imunidade” aos negociadores iranianos, garantindo que não seriam alvo de ataques dos Estados Unidos ou de Israel durante as tratativas. Segundo ele, as negociações não envolvem a questão nuclear, já que o Irã teria abandonado essa possibilidade.
Do outro lado, autoridades iranianas reagiram com críticas duras. O presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Qalibaf, acusou Trump de adotar medidas “imprudentes” que poderiam levar os Estados Unidos a um “inferno vivente”.
Em publicação nas redes sociais, Qalibaf afirmou que a postura americana pode incendiar toda a região e responsabilizou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por influenciar as decisões de Washington. Ele também declarou que os EUA não obterão resultados por meio de “crimes de guerra” e defendeu que a única saída é respeitar os direitos do povo iraniano.
As declarações ocorreram horas após Trump voltar a ameaçar Teerã com um ataque caso o estreito não seja reaberto. “Abram o estreito ou viverão no inferno”, escreveu o presidente em sua rede social.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, responsável por cerca de um quinto do fluxo global. O bloqueio da passagem tem sido uma das consequências mais graves da guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
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