Os Estados Unidos resgataram o tripulante do caça F-15E derrubado na última sexta-feira (3), no Irã, confirmou o presidente norte-americano Donald Trump: "São e salvo".
A confirmação de Trump ocorreu pouco após o resgate ser revelado pela agência de notícias Reuters e pela rede catari "Al Jazeera", e encerra uma corrida contra o tempo para resgatar o militar que durou dois dias.
Até então, as informações sobre o sucesso da missão vinham de fontes do governo norte-americano ao canal internacional, que indicavam que o resgate havia ocorrido em meio a um "tiroteio pesado", mas que a equipe ainda tentava sair do Irã.
Durante a madrugada deste domingo (5) o presidente norte-americano comentou o resgate afirmando que o piloto "estava atrás das linhas inimigas, nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado". Que o homem sofreu ferimentos, "mas ficará bem".
"NÓS O PEGAMOS! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA, para um de nossos incríveis oficiais de tripulação, que também é um coronel altamente respeitado — e tenho o prazer de informar que agora está SÃO E SALVO! (...) NUNCA DEIXAREMOS UM COMBATENTE AMERICANO PARA TRÁS! (...) DEUS ABENÇOE OS ESTADOS UNIDOS A AMÉRICA, DEUS ABENÇOE NOSSAS TROPAS E FELIZ PÁSCOA A TODOS!", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
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Donald Trump confirma resgate de piloto dos EUA no Irã em 5 de abril de 2026. — Foto: Reprodução/Donald Trump no Truth Social
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Donald Trump confirma resgate de piloto americano no Irã — Foto: Reprodução Redes/Truth @realDonaldTrump
Segundo o comunicado do presidente, o militar permaneceu escondido em solo durante os dois dias em que esteve desaparecido. A operação para retirá-lo contou com o envolvimento de centenas de tropas de operações especiais e monitoramento constante por aeronaves, que entraram no espaço aéreo iraniano para realizar a extração.
Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se as autoridades iranianas têm a dimensão exata de como a operação americana foi executada.
Contexto da operação de resgate
O caça F-15E foi abatido por defesas aéreas iranianas em uma região montanhosa no sudoeste do país. Dois tripulantes estavam a bordo e conseguiram ejetar antes da queda. Enquanto um dos militares foi localizado e salvo por forças dos EUA poucas horas após o incidente, o segundo permanecia desaparecido até então.
Além do F-15E, um segundo avião militar americano, modelo A-10 Thunderbolt II, também teria sido abatido na sexta-feira perto do Estreito de Ormuz. O piloto desta segunda aeronave, que estava sozinho, foi resgatado com sucesso -- contou o jornal The New York Times.
Corrida contra o tempo e recompensas
A busca pelo tripulante do F-15E tornou-se uma "corrida contra o relógio". O regime iraniano mobilizou tropas por terra e ofereceu uma recompensa de US$ 60 mil (cerca de R$ 300 mil) para moradores que ajudassem a capturar o piloto americano.
A missão de resgate enfrentou forte resistência. Vídeos divulgados pela mídia estatal iraniana mostraram homens armados disparando contra helicópteros Black Hawk da Força Aérea dos EUA que vasculhavam a área. Fontes do governo americano confirmaram que aeronaves foram atingidas por fogo inimigo, mas conseguiram retornar às bases.
O episódio marca a primeira vez na guerra que aviões tripulados dos EUA são abatidos dentro do território iraniano. O presidente Donald Trump, que anteriormente havia declarado que a defesa aérea do Irã estava fragilizada, deu um ultimato de 48 horas para que o país aceite um acordo, sob ameaça de ataques severos a infraestruturas de energia e petróleo.
Fonte/Créditos: G1
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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