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Quarta-feira, 06 de Maio 2026
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Toffoli Retira Acesso da CPI do INSS a Quebras de Sigilo do Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro

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Toffoli Retira Acesso da CPI do INSS a Quebras de Sigilo do Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do acesso da CPI do INSS ao material relacionado à quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão, enviada à Advocacia-Geral do Senado, foi comunicada nesta sexta-feira (12/12) 

Com a medida liminar, somente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), poderá acessar os dados, que incluem informações financeiras e mensagens, como as da conta de WhatsApp de Vorcaro. Alcolumbre não é membro da CPI, o que gerou críticas de parlamentares do colegiado.

Segundo o relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), os dados de Vorcaro já foram retirados do sistema de acesso da comissão.

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“Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar. Retirar documentos de uma CPMI do INSS em pleno funcionamento enfraquece a apuração, desorganiza o trabalho investigativo e cria um precedente extremamente perigoso de interferência externa em um instrumento constitucional do Parlamento.”

O material relacionado à quebra de sigilo de Vorcaro começou a chegar à CPI na semana passada. O Banco Central, responsável pelo sigilo bancário dos clientes, foi notificado da decisão para impedir que novos dados sejam enviados ao sistema da comissão. A determinação também foi encaminhada à Receita Federal.

O gabinete de Toffoli explicou que os advogados de Vorcaro inicialmente pediram a anulação das quebras de sigilo, o que foi indeferido. No entanto, o ministro determinou que os documentos provenientes das medidas devem ser enviados diretamente à presidência do Senado até nova deliberação do STF. Procurado, Davi Alcolumbre não se manifestou sobre o assunto

Vorcaro é considerado peça-chave nas investigações de um suposto esquema de fraude de R$ 12,2 bilhões na venda de créditos para o Banco de Brasília (BRB). Ele chegou a ficar preso por nove dias e foi solto mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Eis a íntegra da declaração de Carlos Viana:

Recebo com indignação profunda a decisão do ministro Dias Toffoli que determinou, em uma decisão judicial, a retirada de documentos da CPMI do INSS, que investiga o presidente do Banco Master. Essa decisão não é apenas estranha. É grave. Sempre que se afasta de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito o acesso a documentos essenciais, enfraquece-se a investigação e amplia-se a desconfiança da sociedade sobre o que se tenta ocultar.

Registro este posicionamento mesmo estando em pleno repouso médico, em recuperação de uma cirurgia emergencial realizada há apenas seis dias. Ainda assim, o dever com o Parlamento e com o povo brasileiro se impõe acima de qualquer circunstância pessoal.

CPMI do INSS apura um dos mais graves escândalos envolvendo empréstimos consignados no país, com indícios claros de práticas abusivas contra aposentados e pensionistas. Milhões de brasileiros tiveram seus benefícios corroídos por contratos obscuros, descontos automáticos prolongados e renovações sucessivas que transformaram o consignado em um ciclo permanente de endividamento

Os documentos retirados da CPMI do INSS não são acessórios. São peças centrais para compreender fluxos financeiros, contratos, autorizações e relações institucionais que podem revelar quem lucrou bilhões às custas da renda mínima de idosos, viúvas e trabalhadores que contribuíram a vida inteira.

Retirar documentos de uma CPMI do INSS em pleno funcionamento enfraquece a apuração, desorganiza o trabalho investigativo e cria um precedente extremamente perigoso de interferência externa em um instrumento constitucional do Parlamento. Não se trata de um conflito entre Poderes. Trata-se do direito do Congresso Nacional de investigar fatos graves e do direito da sociedade de conhecer a verdade.

Presidência da CPMI do INSS adotará todas as medidas cabíveis para preservar a autoridade da comissão, a legalidade dos seus atos e a integridade da investigação.

Como ensina a Escritura:

Nada há encoberto que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a ser conhecido.” (Lucas 8:17)

Quando se retira documento de uma CPMI do INSS, não se retira apenas papel. Retira-se transparência. E sem transparência, não há justiça.

Carlos Viana
Senador da República
Presidente da CPMI do INSS

Fonte/Créditos: Gazeta Brasil

Créditos (Imagem de capa): Foto: José Cruz/Agência Brasil

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