Seis dias após os terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 que devastaram o norte da Venezuela, uma criança de três anos foi resgatada com vida nesta terça-feira (30) em Caracas. O resgate foi realizado por uma equipe de busca e salvamento da Jordânia, que atua na capital venezuelana desde o fim de semana. (Vídeo no final da matéria).
Segundo a Diretoria de Segurança Pública (DSP) da Jordânia, a equipe trabalhou por horas para remover os escombros de uma casa que desabou onde a menina estava presa. Os socorristas utilizaram equipamentos especializados de última geração, como dispositivos térmicos para monitorar os sinais vitais da criança, e uma esmerilhadeira para abrir caminho entre as camadas de entulho. Um vídeo divulgado pela DSP mostra o momento em que a menina é retirada com vida.
“A equipe trabalhou ininterruptamente por horas para remover os escombros utilizando equipamentos especializados de última geração, enquanto monitorava os sinais vitais da criança por meio de dispositivos térmicos, até conseguir alcançá-la e retirá-la com total profissionalismo, sem causar qualquer dano”, afirmou o órgão jordaniano em comunicado.
Balanço da tragédia
O governo venezuelano atualizou, na segunda-feira (29), o número de mortos para 1.719. Os feridos somam 5.034, e há 15.866 pessoas desalojadas, segundo a presidente interina Delcy Rodríguez. O governo informou ainda que 22.619 pessoas receberam atendimento em hospitais devido a ferimentos.
Os números são provisórios e tendem a aumentar. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que mais de 6 milhões de pessoas podem ter sido afetadas pelos tremores e que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
Regiões mais afetadas
Os locais mais atingidos ficam no litoral norte do país, sendo La Guaira a cidade que mais sofreu danos. A região do desastre inclui também Caracas e Maiquetía, onde fica o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, a principal porta de entrada do país, que permanece fechado.
Equipes de busca de diversos países, além da Jordânia, estão na Venezuela para auxiliar nos resgates. Centenas de prédios colapsaram ou desabaram totalmente por conta do desastre natural.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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