Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 04 de Junho 2026
MENU
Notícias / Política

STF discute saída para responder notificação dos EUA a Moraes

Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça integram a discussão

STF discute saída para responder notificação dos EUA a Moraes
A-
A+
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça (MJ) discutem uma saída jurídica para a decisão da Justiça norte-americana de notificar o ministro Alexandre de Moraes sobre um processo aberto contra ele nos Estados Unidos.

O advogado Martin De Luca, que representa a plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media & Technology Group, afirmou nesta segunda-feira (25) que o ministro foi notificado via e-mail. O STF não confirma essa informação.

As duas empresas entraram com ação na Justiça do EUA pedindo a nulidade das ordens de restrição e bloqueio emitidas por Moraes. O argumento é que as determinações configuram censura e atentam contra o direito à liberdade de expressão.

Publicidade

Leia Também:

Moraes não deve se manifestar diante da notificação porque, segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), o magistrado não responde pessoalmente por decisões judiciais proferidas no exercício regular da função jurisdicional. Interlocutores do ministro explicaram que o sistema jurídico brasileiro protege a independência judicial e prevê responsabilidade pessoal do juiz apenas em hipóteses excepcionais – como, por exemplo, nos casos de fraude.

Ainda não está definido, porém, quem responderá à notificação. Isso poderia ser feito, em tese, pelo STF, pela AGU ou pelo Ministério da Justiça, porque seria o caso de cooperação internacional. Uma outra possibilidade seria acionar o Itamaraty para atuar no caso.

Em março, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de cumprimento de carta rogatória da Justiça dos Estados Unidos para intimar Moraes. A Corte entendeu que a legislação não autorizava a medida, porque o ministro atuou no exercício da função.

Ainda assim, a pedido das plataformas, a Justiça da Flórida autorizou a notificação por e-mail. Na visão de autoridades brasileiras, esse procedimento deveria ter sido realizado pela via diplomática.

*AE

Créditos (Imagem de capa): Foto: Ton Molina/Fotoarena/Agência O Globo

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Aliados Brasil
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR