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Saiba quem é a mulher que matou o maior número de pessoas da história

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Saiba quem é a mulher que matou o maior número de pessoas da história
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O Guinness World Records aponta a americana Jane Toppan como a serial killer feminina mais prolífica da história com vítimas confirmadas. Enfermeira nos Estados Unidos entre o fim do século XIX e início do século XX, ela confessou ter matado 31 pessoas ao longo da carreira.

Nascida Honora Kelley, em 1854, Jane teve uma infância marcada por dificuldades. Após a morte da mãe por tuberculose, ela e a irmã foram entregues pelo pai a um orfanato em Massachusetts. Anos depois, passou a viver com a família Toppan, adotando o sobrenome pelo qual ficaria conhecida.

Jane se formou em enfermagem no Hospital Cambridge e começou a trabalhar em hospitais da região. Segundo registros históricos, ela desenvolveu uma obsessão pelos efeitos de medicamentos como morfina, estricnina e atropina. Durante os atendimentos, realizava experiências perigosas com pacientes, alterando doses de remédios e observando reações próximas da morte.

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Colegas chegaram a desconfiar da conduta da enfermeira devido ao comportamento considerado imprudente. Em 1890, ela acabou demitida do Hospital Geral de Massachusetts.

Mesmo após deixar o hospital, Jane continuou atuando como enfermeira particular e cuidadora. De acordo com investigações da época, os assassinatos continuaram e se tornaram mais frequentes. A sequência de crimes que levou à prisão começou em 1895, após o envenenamento de um idoso de 83 anos e da esposa dele.

As autoridades descobriram os crimes após exames toxicológicos apontarem substâncias suspeitas nas vítimas. Jane Toppan foi julgada em 1902 por 12 assassinatos.

Durante o processo, ela confessou os crimes, mas rejeitou ser considerada insana. Apesar disso, o júri decidiu considerá-la inimputável por insanidade mental, determinando sua internação permanente no Hospital Psiquiátrico de Taunton.

Jane Toppan morreu em 1939, aos 83 anos, sem voltar à liberdade.

Segundo o Guinness, apesar de existirem histórias envolvendo outras mulheres acusadas de números maiores de mortes, como a húngara Erzsébet Báthory, muitos desses relatos são cercados por lendas e não possuem confirmação histórica confiável.

Créditos (Imagem de capa): DepositPhotos

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