A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou e oficializou a criação do Dia Estadual de Combate ao Antissemitismo, a ser celebrado em 7 de outubro — exatamente a data do ataque terrorista promovido pelo Hamas contra Israel, em 2023, que resultou na morte brutal de cerca de 1.200 civis, incluindo mulheres, idosos e crianças.
A escolha da data é altamente simbólica. Em vez de ignorar ou relativizar os crimes cometidos pelo grupo extremista islâmico, o Estado do Rio de Janeiro decidiu dar uma resposta clara: não há espaço para ódio antissemita em solo fluminense.
O projeto é de autoria da deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), que afirmou que o objetivo é combater discursos de intolerância e violência contra a comunidade judaica. A lei já foi sancionada e publicada no Diário Oficial do estado.
A medida acontece em meio ao crescente clima de tensão internacional envolvendo Israel, o Hamas e a guerra na Faixa de Gaza, onde manifestações antissemitas têm se espalhado por universidades, parlamentos e redes sociais em várias partes do mundo — muitas vezes disfarçadas de “solidariedade com o povo palestino”.
Para lideranças da comunidade judaica, a iniciativa da Alerj representa um gesto de respeito à memória das vítimas e uma posição firme contra qualquer tentativa de justificar a barbárie.