A agente funerária Regina Célia Paschoal relatou o momento em que encontrou sinais de vida no bebê Noah Gabriel da Cruz Santos, de 1 mês, que havia sido declarado morto pela Santa Casa de Rio Claro (SP). Em entrevista à EPTV, ela contou que viu o recém-nascido se mexendo dentro do saco de óbito. “Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, como se quisesse respirar”, disse a profissional, que atua há 17 anos no ramo e nunca havia passado por uma situação semelhante. (Vídeo no final da matéria).
O caso aconteceu na quarta-feira (15). Noah sofreu uma parada cardiorrespiratória na UTI Neonatal. A equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de 45 minutos, mas o óbito foi constatado no fim da tarde. O corpo do bebê permaneceu por uma hora na UTI para procedimentos legais e acolhimento dos pais e, em seguida, foi encaminhado a outro setor para aguardar a retirada pela funerária.
Foi nesse momento que Regina e o colega Matheus Batagello chegaram para recolher o corpo. Matheus percebeu movimentos no saco e chamou a equipe hospitalar. “Meu, eu preciso que vocês vão lá ver, porque está se mexendo e dando tipo um soluço, como se estivesse engasgado. Então preciso que vocês vão lá para ter certeza”, relembrou o agente funerário. O bebê foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados.
A mãe de Noah, Letícia Cristina da Cruz Santos, disse que viu o filho sem vida e com coloração roxa, mas, depois, presenciou a recuperação. “Nós [estamos] contemplando a grandeza de Deus e admirando nosso guerreiro, que continua lutando para ficar bem”, afirmou. Ela também destacou que não houve negligência médica: “Eu vi, inclusive, a hora do acontecido, como a doutora ficou e o quanto ela lutou para tentar reanimá-lo”.
Na sexta-feira (17), Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da USP, o Centrinho, em Bauru, onde aguardava vaga para continuidade do tratamento. A Santa Casa de Rio Claro afirmou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos e que não houve falha assistencial. “O protocolo brasileiro para constatação de óbito é reconhecido por seu elevado rigor e segurança”, diz a nota do hospital.
Fonte/Créditos: Gazeta Brasil
Créditos (Imagem de capa): (Reprodção/EPTV)
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