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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Rio fervente na Amazônia atinge mais de 90ºC e cozinha animais vivos

No meio da floresta amazônica, no Peru, existe um fenômeno raro e impressionante: um rio capaz de ferver animais vivos. No conhecido Shanay-timpishka, que significa "fervido pelo calor do sol" em idioma indígena, o curso d'água pode atingir quase 100ºC

Rio fervente na Amazônia atinge mais de 90ºC e cozinha animais vivos
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No meio da floresta amazônica, no Peru, existe um raro e impressionante: um rio capaz de ferver animais vivos. No conhecido Shanay-timpishka, que significa "fervido pelo calor do sol" em idioma indígena, o curso d'água pode atingir quase 100ºC.

O que acontece

A ciência explica que não é o sol que aquece as águas. O rio percorre manchas geológicas por onde a água subterrânea quente emerge das profundezas da Terra. O geocientista peruano Andrés Ruzo já tem temperaturas médias de quase 100ºC.
 
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Você coloca a mão dentro e verá queimaduras de segundo ou terceiro grau em questão de segundos André Ruzo, geocientista, ao portal The Sun.
Segundo ele, os animais que caem no rio não têm chance. "A primeira coisa a se perder são os olhos. Eles ficam com uma cor branco-leitosa. Eles tentam nadar para fora, mas a carne vai cozinhando nos ossos porque está muito quente."
 
Em pesquisas recentes, Ruzo registrou trechos em que a água ultrapassava os 90ºC, chegando ao ponto de ebulição em alguns locais. A intensidade é tamanha que basta um contato rápido para causar queimaduras graves.
 

Pesquisa em campo

Em 2024, uma equipe formada por cientistas dos Estados Unidos e do Peru instalou sensores ao longo do rio para registrar a temperatura do ar. Foram 13 dispositivos espalhados pela região durante um ano. As demonstrações demonstraram que, enquanto as áreas mais frescas registraram média de 24ºC, as partes mais quentes chegaram a quase 45ºC.
 
O geocientista Andrés Ruzo registrou trechos em que a água ultrapassava os 90 ºC
O geocientista Andrés Ruzo registrou trechos em que a água ultrapassava os 90 ºCImagem: Riley Fortier
Os pesquisadores também analisaram a vegetação em parcelas de floresta próximas ao rio. O resultado mostrou um padrão claro: quanto mais quente a área, menor a diversidade de plantas.
 

Fonte/Créditos: uol

Créditos (Imagem de capa): Pelas altas temperaturas, o rio Shanay-timpishka traz consequências drásticas para a floresta tropical ao redor Imagem: Riley Fortier

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