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Quem são os líderes do Paquistão que mediaram a negociação para o cessar-fogo de última hora entre Trump e Irã

Primeiro-ministro paquistanês e

Quem são os líderes do Paquistão que mediaram a negociação para o cessar-fogo de última hora entre Trump e Irã
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O presidente Donald Trump adiou em duas semanas o ultimato contra o Irã na noite desta terça-feira (7) e condicionou um eventual acordo à reabertura do Estreito de Ormuz. Mais cedo, o norte-americano chegou a afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”. Nos bastidores, a mudança de tom passa por um nome principal: Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão.

O paquistanês foi um dos responsáveis por mediar as negociações entre os Estados Unidos e Irã para um possível cessar-fogo da guerra.

"Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e com o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, nas quais solicitaram que eu suspendesse o envio de força destrutiva previsto para esta noite contra o Irã, e condicionando à concordância da República Islâmica do Irã com a reabertura COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, concordo em suspender os bombardeios e ataques ao país", disse Trump em post na Truth Social

Aos 72 anos, Sharif ocupa o cargo de primeiro-ministro pela segunda vez. Após as eleições gerais de fevereiro de 2024 — marcadas por acusações de fraude e forte disputa política —, foi escolhido pelo Parlamento para liderar uma coalizão entre seu partido, a Liga Muçulmana do Paquistão (PML-N), e outras siglas.

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Ele já havia governado o Paquistão entre abril de 2022 e agosto de 2023, quando assumiu após a queda de Imran Khan, destituído por uma moção de desconfiança no Parlamento.

O primeiro-ministro paquistanês se posicionou como intermediador diplomático, articulando contatos com líderes regionais e oferecendo o Paquistão como sede das negociações, além de defender publicamente um cessar-fogo imediato.

Além do primeiro-ministro, Asim Munir também teve papel fundamental. Chefe do Exército paquistanês e frequentemente apontado como “o homem mais poderoso” do país, o general Munir exerce forte influência sobre a política externa e os serviços de inteligência.

Nos bastidores, ele entrou em contato direto com o presidente Donald Trump para discutir a guerra no Oriente Médio e mediar conversas entre Estados Unidos, Irã e Israel, tornando-se peça central nas articulações diplomáticas.

O general que se destacou no comando de inteligência militar e em operações contra grupos extremistas, é visto como um estrategista pragmático, com reputação de firmeza interna e influência decisiva sobre a política externa.

Tensões

Vista aérea da costa iraniana e da ilha de Qeshm, no estreito de Ormuz — Foto: Reuters

As ameaças de Trump elevaram a tensão na comunidade internacional e levantaram alertas sobre possíveis crimes de guerra em caso de ataques dos Estados Unidos a alvos civis iranianos. O impasse também aumentou o temor de uma escalada no conflito, com possíveis impactos globais.

  • Um eventual ataque dos EUA a usinas iranianas poderia interromper o fornecimento de energia para milhões de pessoas e provocar um colapso elétrico e econômico no país.
  • Também havia temores de que ataques a instalações nucleares provoquem um acidente radiológico grave, com impactos que poderiam ultrapassar as fronteiras do Irã.
  • O governo iraniano indicou que poderia retaliar bombardeando usinas de energia de países vizinhos, incluindo refinarias de petróleo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.
  • Teerã também afirmou que poderia atingir usinas de dessalinização em países do Golfo, colocando em risco o abastecimento de água para milhões de pessoas na região.

Horas antes do prazo dado por Trump expirar, bombardeios foram registrados no Oriente Médio. Os Estados Unidos atacaram a estratégica ilha de Kharg, que concentra cerca de 90% do petróleo produzido no Irã, mas poupou áreas petrolíferas.

Já Israel afirmou ter realizado “amplos ataques” no território iraniano, atingindo pontes, ferrovias, aeroportos e edifícios. Entre os alvos está uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica também foi atingida.

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): G1. Globo

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