O Partido dos Trabalhadores divulgou neste sábado, 3, uma nota oficial em que condena duramente a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do agora ex-ditador Nicolás Maduro. No comunicado, a legenda classifica a operação como uma “agressão militar” e define a detenção do líder bolivariano como um “sequestro”.
Segundo o partido, a ofensiva constitui “a mais grave agressão internacional registrada na América do Sul no século 21”. A sigla, que abriga o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sustenta que vinha alertando desde setembro para a escalada do conflito, citando ações unilaterais, aumento de movimentações militares e interesses políticos e econômicos por trás da ofensiva.
Preocupação com impactos regionais e fronteira brasileira
A nota também manifesta preocupação com os reflexos diretos do episódio para o Brasil e para a estabilidade regional. O PT lembra que o país compartilha cerca de 2 mil quilômetros de fronteira com a Venezuela e ressalta a necessidade de evitar a ampliação do conflito. “A América Latina deve permanecer como uma zona de paz”, afirma o texto.
Para a legenda, o episódio agrava um cenário já tensionado e coloca em risco a segurança regional, exigindo cautela diplomática e respeito a princípios históricos da política externa brasileira.
Íntegra da nota reforça denúncia de agressão e apelo ao multilateralismo
No documento, o partido afirma: “O Partido dos Trabalhadores (PT) condena veementemente a agressão militar dos Estados Unidos da América contra a República Bolivariana da Venezuela e seu povo. Diante dos fatos divulgados, o ato se caracteriza como um sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama.”
O texto relembra que, em nota anterior, a legenda já havia expressado “profunda preocupação com a escalada do conflito”, apontando motivações políticas e econômicas e alertando para “graves riscos à estabilidade regional”.
Escalada militar e caracterização do episódio
De acordo com o PT, desde o início de setembro o cenário se agravou com declarações públicas hostis, ações unilaterais e aumento de movimentações militares. O partido destaca que, em 3 de janeiro de 2026, bombardeios em Caracas e a captura do presidente configuraram, na avaliação da legenda, o ponto máximo dessa escalada.
Nesse contexto, o comunicado reforça que a política externa brasileira historicamente defende a solução pacífica de controvérsias, a não intervenção e o respeito à soberania como pilares da convivência internacional.
Defesa da ONU e dos princípios do direito internacional
O PT afirma ainda manter alinhamento com soluções construídas no âmbito de organizações multilaterais, especialmente a Organização das Nações Unidas, e reitera que soberania dos povos, solução pacífica de conflitos e respeito ao direito internacional são princípios centrais de sua atuação externa.
A nota é assinada pela Secretaria de Relações Internacionais e pela Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores, com data de 3 de janeiro de 2026, em Brasília.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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