Uma decisão individual do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão provocou forte desconforto interno na Corte. O desembargador Froz Sobrinho, que comanda o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, autorizou a transferência de aproximadamente R$ 2,8 bilhões em depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB).
A movimentação foi feita sem consulta prévia aos demais magistrados e só veio a público nesta semana. Até então, os recursos estavam alocados no Banco do Brasil, responsável histórico pela administração desses valores.
Segundo Froz Sobrinho, a mudança foi motivada exclusivamente por critérios financeiros. O presidente do TJ-MA afirmou que o BRB teria apresentado uma rentabilidade mensal estimada em R$ 15 milhões, enquanto a instituição anterior rendia cerca de R$ 3 milhões por mês.
Histórico do banco acendeu alerta na Corte
O clima de tensão se intensificou quando desembargadores relembraram o envolvimento recente do BRB em investigações. A Polícia Federal apura aportes feitos pela instituição no Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro e posteriormente liquidado pelo Banco Central.
A revelação desse contexto aumentou a resistência interna à operação, especialmente pelo volume expressivo dos recursos judiciais transferidos e pela ausência de deliberação colegiada.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução
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