A partir desta quinta-feira (19/3), pescadores profissionais e amadores estão autorizados a capturar e abater qualquer pirarucu que for encontrado no Lago Paranoá. A decisão, contida em instrução normativa publicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tem por objetivo eliminar a espécie desta e de outras regiões pelo país.
O Ibama considera o pirarucu nocivo ao meio ambiente quando encontrado fora do habitat natural: a bacia Amazônica. Agora, portanto, a espécie exótica na região é considerada invasora do Lago Paranoá.
A Subsecretaria de Pesca e Aquicultura, da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) disse que a presença de pirarucus no Lago Paranoá “decorre de introdução irregular e criminosa, seja por soltura intencional indevida, seja por episódios associados ao rompimento e desabamento de estruturas particulares (como aquários e tanques artificiais localizados em áreas à beira do lago)”.
O objetivo da medida é evitar que o peixe prejudique a vida natural de outras espécies no espaço. A Subsecretaria de Pesca e Aquicultura, da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), explica os riscos.
“O Lago Paranoá é um lago artificial urbano com dinâmica ecológica distinta da várzea amazônica. A presença do pirarucu ocasiona riscos como a predação sobre espécies nativas; alteração da cadeia alimentar; desequilíbrio ecológico por ausência de predadores naturais; e possível redução de biodiversidade.
A Subsecretaria já havia entrado em contato com o Governo do Acre e com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), quando avistou pirarucus de mais de 1 metro de comprimento no Lago Paranoá. O Metrópoles publicou matérias com diferentes registros, em 2021, 2024 e em 2025.
Em 2021, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) explicaram que é comum ver pirarucus em chafarizes e lagos artificiais. Eles são peixes de água doce e costumam ser simpáticos quando encontraram animais ou seres humanos.
Os pesquisadores chegaram a declarar que a reprodução dos pirarucus é muito específica e que seria improvável a difusão da espécie no Lago Paranoá.
Decisão do Ibama
A instrução normativa publicada pelo Ibama no Diário Oficial da União (DOU), nesta quinta-feira (19/3), não estabelece limite de peixes capturados nem tamanho mínimo para captura. A medida é válida pelos próximos três anos.
O Ibama afirma que, uma vez capturado, o pirarucu não pode ser devolvido à água e deve ser obrigatoriamente abatido.
A medida é válida não apenas para o Lago Paranoá, mas diversas regiões hidrográficas espalhadas pelo país, sendo elas:
O Ibama afirma que, uma vez capturado, o pirarucu não pode ser devolvido à água e deve ser obrigatoriamente abatido.
A medida é válida não apenas para o Lago Paranoá, mas diversas regiões hidrográficas espalhadas pelo país, sendo elas:
Com o passar do tempo, porém, os peixes cresceram além do esperado e, de acordo com o presidente, os pirarucus passaram a devorar outras espécies que viviam no lago da casa campo de oficial da Presidência.
Rindo, Lula contou que os peixes chegaram a pesar cerca de 45 quilos e que ficaram “tão grandes que começaram a comer os patinhos” da primeira-dama Janja Lula da Silva.
Fonte/Créditos: Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): Redprodução/Redes sociais

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