A Britânia Eletrodomésticos, detentora da marca Philco, anunciou a demissão de 800 funcionários de sua fábrica em Manaus, responsável pela produção de micro-ondas, televisores e aparelhos de ar-condicionado. O corte representa 30% do quadro de colaboradores da unidade amazonense, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, que divulgou a informação nesta terça-feira (15).
Em nota oficial encaminhada ao jornal O Dia, a empresa afirmou que a medida se deu por conta da queda nas vendas durante o período sazonal. A companhia alegou que as projeções de crescimento para determinados produtos não se concretizaram, exigindo, assim, um “ajuste no quadro de colaboradores”.
“Diante desse cenário, foi necessário realizar um ajuste no quadro de colaboradores”, declarou a empresa em comunicado.
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Sindicato cobra manutenção de benefícios
O presidente do sindicato, Valdemir Santana, afirmou que a medida atingiu um terço da força de trabalho da fábrica e ressaltou que outras empresas do setor não adotaram demissões em massa no mesmo período. Ele informou ainda que a entidade sindical está em diálogo direto com a direção da Philco para negociar um acordo coletivo de demissão que ofereça condições mais justas aos trabalhadores dispensados.
As principais reivindicações do sindicato incluem:
- Manutenção do plano de saúde para os trabalhadores demitidos e seus dependentes
- Oferta do cartão alimentação por um período determinado
- Negociação de cláusulas compensatórias, a fim de reduzir os impactos sociais da dispensa
Momento delicado no Polo Industrial de Manaus
A fábrica da Philco integra o Polo Industrial de Manaus (PIM), responsável por significativa parcela da economia do Amazonas. A demissão em massa chama atenção para os desafios enfrentados por empresas de eletroeletrônicos em um cenário de queda de demanda, alta de custos logísticos e instabilidade econômica.
O sindicato pretende manter as negociações com a empresa nas próximas semanas e deve convocar assembleias para deliberar com os trabalhadores sobre os termos do possível acordo.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução