Pedidos de extradição encaminhados ao governo da Espanha contra Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, seguem sem qualquer andamento na Câmara dos Deputados. As solicitações estão sob responsabilidade do presidente da Casa, Hugo Motta, a quem cabe encaminhá-las à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas até o momento não houve despacho.
Lulinha é citado em denúncias que envolvem supostos repasses de R$ 25 milhões, além de um mensalão de R$ 300 mil, atribuídos a Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. As acusações constam em depoimento prestado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-braço direito do empresário, e foram mencionadas durante os trabalhos da CPMI do INSS.
Deputados cobram providências
O deputado Evair de Melo (PP-ES) é um dos autores do pedido de extradição ao governo espanhol e afirma que segue aguardando providências por parte da presidência da Câmara.
Além da extradição, também permanece sem despacho uma solicitação para que a Polícia Federal investigue formalmente o filho do presidente Lula (PT), o que reforça as críticas sobre a falta de andamento das medidas no Legislativo.
Convocação travada na CPMI
Outro ponto pendente envolve um pedido de convocação de Lulinha para depor na CPMI do INSS, ainda não apreciado. A iniciativa é do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).
Van Hattem afirma que há indícios considerados graves envolvendo o ex-contador de Lulinha, que também teria ligação com o Partido dos Trabalhadores, além de conexões com empresas suspeitas de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC.
Silêncio e críticas
A paralisação dos pedidos e a ausência de despacho têm gerado críticas de parlamentares da oposição, que cobram transparência e celeridade na apuração das denúncias. Até o momento, não houve manifestação pública da presidência da Câmara sobre os motivos da demora.
As informações são do Diário do Poder.
Créditos (Imagem de capa): O ex-presidente e o filho Fabio Luis Lula da Silva, o "Lulinha": pai e filho foram alvos da Lava Jato. (Foto: Arquivo/Fábio Campanato/Agência Brasil)
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