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Domingo, 07 de Junho 2026
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PEC 6×1 tem semana decisiva no Senado com Alcolumbre sob pressão

Presidente do Senado reunirá líderes para discutir a tramitação; antes, disse que não acelerará a proposta e defendeu comissão especial

PEC 6×1 tem semana decisiva no Senado com Alcolumbre sob pressão
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve ceder à pressão e encaminhar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — diretamente para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Alcolumbre anunciou na última terça-feira (2/6) que reunirá os líderes partidários nesta semana para discutir a tramitação da proposta.

Na semana passada, porém, Alcolumbre adotou tom duro ao afirmar que não pretende acelerar a tramitação da proposta. Segundo ele, a PEC deveria passar por comissão especial antes de seguir ao plenário — uma possibilidade não vedada pelo Regimento Interno, mas que não é adotada pelo Senado há anos.

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“Essa proposta vai ter de tramitar nas comissões, porque há cobrança de todos os senadores de que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse.

Durante o pronunciamento, o presidente do Senado também defendeu que a Casa não funcione como “instância de carimbo” das decisões tomadas pela Câmara. O texto foi aprovado pelos deputados no último 27 de maio.

Rito incomum

O entendimento de que a PEC da escala 6×1 deve passar apenas pela CCJ se baseia no próprio Regimento Interno do Senado. O artigo 356 determina que propostas de emenda à Constituição sejam encaminhadas à comissão para emissão de parecer.

Já os dispositivos seguintes preveem que, concluída essa etapa — ou mesmo diante da ausência de manifestação da CCJ dentro do prazo regimental —, a matéria seja encaminhada ao plenário.

Embora o regimento não proíba a criação de uma comissão especial, o rito específico das PECs não prevê essa etapa. A interpretação tem sido usada por parlamentares para questionar a possibilidade levantada por Alcolumbre.

Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) veem a medida como uma das principais bandeiras sociais para a campanha de reeleição em 2026.

“Isto nunca aconteceu nos 24 anos que estou no Senado […]. Estamos esperando esta mudança há 40 anos. Tudo mudou no mundo do trabalho. Temos que mudar a carga horária também. Getúlio [Vargas] regulou as 48 horas, nós aprovamos na Constituição as 44 horas… E agora, 40 anos depois, 40 horas”, declarou o senador Paulo Paim (PT-RS) ao Metrópoles.

Mudança na jornada de trabalho passa pelo Senado

  • Alcolumbre deve ceder à pressão e encaminhar a PEC da escala 6×1 diretamente para a CCJ do Senado;
  • Presidente do Senado reunirá líderes partidários na próxima semana para discutir a tramitação da proposta;
  • Governistas criticam a ideia de uma comissão especial e veem risco de atraso em pauta estratégica para Lula;

Aliados admitem que o avanço da PEC depende de Alcolumbre, que concentra forte influência sobre líderes e votações na Casa.

Caminho difícil sem apoio de Alcolumbre

Governistas admitem que a aprovação da PEC no Senado tende a ser mais complicada sem o apoio ativo de Alcolumbre.

  • Na Câmara, a proposta contou com forte articulação do governo junto ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), que se aproximou do Palácio do Planalto nos últimos meses e ajudou a conduzir as negociações para a votação do texto.

    Nos bastidores, parlamentares avaliam que o presidente do Senado exerce influência ainda maior sobre o funcionamento da Casa do que seu equivalente na Câmara. Além de controlar a pauta de votações, Alcolumbre tem forte capacidade de coordenação sobre os líderes partidários, considerados peças-chave para a construção de consensos e para o avanço de propostas de maior impacto político, como a PEC da escala 6×1.

Fonte/Créditos: Metrópoles

Créditos (Imagem de capa): Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

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