O encarecimento do querosene de aviação (QAV) já compromete quase metade das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras. Agora, o impacto deve chegar diretamente ao bolso dos passageiros. O Grupo Abra, que controla a Gol Linhas Aéreas e a Avianca, projeta elevar o preço dos bilhetes em até 20% nos próximos meses.
Petrobras acumula dezenas de reajustes mensais no QAV
A raiz do problema está nos seguidos aumentos aplicados pela Petrobras ao querosene de aviação. Os contratos do QAV são atualizados mensalmente pela estatal. Desde o início do terceiro mandato do presidente Lula da Silva, houve ao menos seis reajustes de grande magnitude, com altas de 17%, 8,4%, 4,2%, 9,4% e, mais recentemente, um salto superior a 50% somente em abril deste ano, conforme dados do mercado.
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Para ilustrar o impacto real, basta olhar rotas populares. Um trecho de ida e volta na classe econômica entre São Paulo e Rio de Janeiro, que hoje custa cerca de R$ 700 em períodos normais, pode chegar a aproximadamente R$ 840 caso o reajuste máximo de 20% seja aplicado integralmente.
Já em voos internacionais, o cenário é ainda mais pesado. Uma passagem econômica de ida e volta entre São Paulo e Nova York, atualmente na faixa média de R$ 4,5 mil, poderia ultrapassar R$ 5,4 mil com o repasse total projetado.
Pressão sobre o setor aéreo brasileiro se intensifica
O setor aéreo do Brasil enfrenta uma conjuntura particularmente adversa. A sequência de reajustes promovidos pela Petrobras no querosene de aviação comprime as margens das empresas e força as companhias a repassarem custos crescentes aos consumidores. Com o combustível respondendo por parcela cada vez maior dos gastos, a expectativa é de que os preços das passagens aéreas permaneçam sob forte pressão nos próximos meses.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/LinkedIn
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