Júri de Formiga (MG) inocentou o réu por clemência, mesmo diante de pedido de condenação do Ministério Público
O Tribunal do Júri de Formiga, em Minas Gerais, absolveu na terça-feira (2/6) um pai que estava sendo julgado pelo assassinato do homem apontado como estuprador de sua filha. A decisão dos jurados foi fundamentada no instituto da clemência, mesmo com o Ministério Público tendo solicitado a condenação por homicídio.
Advogado celebra veredito e chama cliente de herói
Logo após o veredito, o advogado criminalista Gustavo Fernandes Ferreira dirigiu-se ao cliente com palavras enfáticas: “Absolvemos um herói. O senhor salvou a filha do senhor das mãos do estuprador. Então levanta a cabeça que em momento algum a defesa vai falar que o senhor aqui é vagabundo ou homicida”.
Em suas redes sociais, o advogado publicou um vídeo em que cumprimenta o cliente e celebra o resultado do julgamento. Na postagem, Ferreira afirmou: “Conseguimos fazer justiça, mesmo com pedido contrário do Ministério Público. O acusado foi absolvido”.
O que é a absolvição por clemência no Tribunal do Júri
A absolvição por clemência é um mecanismo previsto no Tribunal do Júri brasileiro. Ela ocorre quando os jurados, ainda que reconheçam a existência do crime, entendem que as circunstâncias do caso justificam o perdão popular. Nessa hipótese, o réu é completamente isentado de qualquer penalidade.
No caso em questão, os jurados avaliaram que o pai agiu motivado pela dor profunda de saber que sua filha havia sido vítima de abuso sexual, além do desejo de proteger a própria família.
Defesa argumentou falha do Estado na proteção da vítima
A linha argumentativa da defesa sustentou que o pai tomou a atitude por conta própria diante da percepção de que o Estado havia falhado em proteger a criança vítima de abuso sexual. Segundo o advogado, essa falha institucional foi determinante para a decisão do réu.
Repercussão nas redes sociais
O caso gerou intensa discussão nas redes sociais. O advogado Gustavo Fernandes Ferreira classificou o resultado como um verdadeiro ato de justiça, reforçando que a motivação do pai era exclusivamente a defesa de sua filha contra o agressor.
Fonte/Créditos: Contra Fatos
Créditos (Imagem de capa): Divulgação
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