Com 81,5% dos votos apurados nas eleições legislativas realizadas na Hungria neste domingo (12), o conservador Péter Magyar e seu partido, Tisza, estão garantindo 137 das 199 cadeiras do Parlamento, contra 55 do Fidesz, legenda do atual primeiro-ministro, o ultranacionalista Viktor Orbán, que governa o país desde 2010 com maioria absoluta e já venceu a derrota.
O terceiro partido mais votado, Nossa Pátria, também de direita, estava com 5%, o que lhe rendeu 7 cadeiras.
Caso se confirme a maioria absoluta no Parlamento (dois terços da Casa, a partir de 133 cadeiras), o Tisza conseguirá cumprir a promessa eleitoral de reconstruir o Estado de Direito na Hungria, Orbán havia reformado com uma nova Constituição, leis que limitavam a liberdade de imprensa e outros direitos fundamentais.
O próprio Orbán conheceu neste domingo a derrota nas eleições e parabenizou Magyar, que foi seu aliado próximo, pela vitória nas urnas.
– Para nós o resultado é doloroso, mas deixou claro que não nos foi outorgada a responsabilidade de governar – disse o ainda governante em pronunciamento para apoiadores em Budapeste.
Orbán acrescentou que parabenizou “o partido vencedor” e agradeceu o apoio de cerca de 2,5 milhões de eleições para o Fidesz.
Ainda assim, o líder populista, no governo desde 2010 com uma maioria parlamentar de mais de dois terços, prometeu servir a pátria a partir da oposição.
– Não nos rendemos! Nunca, jamais nos daremos por vencidos! – exclamou Orbán no breve discurso.
Vários expoentes da direita internacional, como o presidente da Argentina, Javier Milei, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, a francesa Marine Le Pen, o espanhol Santiago Abascal e o italiano Matteo Salvini, viajaram nas últimas horas a Budapeste para mostrar apoio a Orbán.
*EFE
Créditos (Imagem de capa): Péter Magyar Foto: EFE/EPA/Tibor Illyes HUNGARY OUT
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