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Terça-feira, 21 de Abril 2026
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Oposição protocola pedido de CPMI do Banco Master com recorde de assinaturas

Requerimento alcança 280 apoios e supera marca histórica registrada em comissões anteriores

Oposição protocola pedido de CPMI do Banco Master com recorde de assinaturas
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A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou nesta terça-feira (3) o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso do Banco Master. Deputados e senadores reuniram 280 assinaturas, número considerado recorde no Congresso Nacional.

O requerimento foi apresentado pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) ainda em dezembro de 2025, antes do recesso parlamentar. Para que a CPMI fosse oficialmente requerida, eram necessárias ao menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores — patamar amplamente superado.

Número histórico supera CPMI dos Correios

Com 280 adesões, o pedido ultrapassou o total registrado pela CPMI dos Correios, instalada em 2025, que contou com 222 assinaturas. Nos bastidores do Congresso, o volume expressivo foi interpretado como sinal de forte pressão política para que a investigação avance.

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Ao comentar a iniciativa, Carlos Jordy afirmou que a comissão terá alcance amplo e não fará distinção entre os envolvidos.

“Ninguém está acima da lei. Ninguém pode ficar impune, nem esses que se julgam defensores da Constituição e da democracia”, declarou o parlamentar à imprensa.

Segundo ele, o caso do Banco Master envolve figuras influentes, o que reforçaria a necessidade de apuração rigorosa. Jordy acrescentou que a CPMI irá investigar todos os responsáveis, “doa a quem doer”.

Críticas a Dias Toffoli e questionamentos sobre condução do caso

Durante as declarações, o deputado também direcionou críticas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jordy defendeu que o magistrado deveria ser impedido de relatar o processo relacionado ao Banco Master.

De acordo com o parlamentar, Toffoli teria viajado em um jatinho ao lado de advogados ligados a diretores da instituição financeira e, posteriormente, assumido a competência do caso, determinando sigilo absoluto. Para a oposição, a sequência de fatos levanta questionamentos sobre imparcialidade.

PT declara apoio, mas não assina requerimento

Embora integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) tenham se manifestado publicamente a favor da investigação do Banco Master, o partido não aderiu formalmente ao pedido apresentado por Jordy. O deputado classificou a postura como “jogo de cena”, sugerindo que o apoio não se traduziu em ação concreta.

Senadores reforçam defesa da CPMI

No Senado, a mobilização também foi destacada por parlamentares da oposição. O senador Magno Malta elogiou a atuação de Jordy na coleta das assinaturas e ressaltou que o processo exigiu esforço individual.

“Normalmente as assinaturas são pedidas nos nossos grupos, de forma automática, mas aqui foi diferente. Ele correu um por um em busca dessas assinaturas”, afirmou Malta.

Outros senadores também se posicionaram a favor da instalação da CPMI. Eduardo Girão defendeu a autonomia das comissões parlamentares de inquérito, enquanto Izalci Lucas citou negociações envolvendo uma possível compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) como mais um fator que justifica a apuração.

Já o senador Carlos Portinho afirmou que o caso não deve ser tratado sob viés ideológico e defendeu a necessidade de investigação. Para ele, “não fazer nada não é uma opção”.

Fonte/Créditos: Cointra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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