O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado um vídeo sugestivo em sua rede social, a Truth Social, simulando a destruição de um míssil iraniano por um navio de guerra americano. Na gravação, Trump aparece dizendo: “Ok, nós o temos na mira. Fogo. Boom”.
A publicação acontece em meio ao aumento da tensão entre os Estados Unidos e o regime do Irã, além do impasse envolvendo o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
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O governo iraniano mantém restrições navais na região desde 13 de abril, elevando a preocupação internacional sobre possíveis impactos no comércio global e nos preços da energia.
Durante entrevista à emissora francesa BFM TV, Trump voltou a pressionar Teerã por um acordo diplomático.
“Se eles não fizerem isso, vão passar por momentos muito difíceis. É melhor chegarem a um acordo”, afirmou o presidente americano.
Apesar do tom duro, Trump admitiu incerteza sobre as negociações.
“Não faço ideia se eles vão assinar”, declarou.
O republicano também rejeitou a última contraproposta enviada pelo Irã, classificando o texto como “inaceitável”, além de questionar se o governo iraniano realmente deseja avançar nas conversas.
Paquistão entra em cena como principal mediador
Em meio à crise, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, desembarcou neste sábado em Teerã em uma visita não anunciada oficialmente.
O Paquistão vem atuando como principal mediador internacional entre Irã e Estados Unidos desde o início do conflito armado, iniciado em 28 de fevereiro.
Na capital iraniana, Naqvi deve se reunir com autoridades locais, incluindo o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni.
No mês passado, o ministro paquistanês já havia participado de outra missão diplomática liderada pelo chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, também voltada às negociações entre Washington e Teerã.
Irã diz que não busca armas nucleares
Enquanto isso, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira, durante visita à Nova Délhi, que o Irã não pretende desenvolver armas nucleares.
Segundo Araqchi, o maior obstáculo para um acordo é a falta de confiança entre os dois países.
“Recebemos novamente mensagens dos americanos dizendo que estão dispostos a continuar o diálogo”, afirmou o chanceler iraniano à imprensa.
Ele também negou que uma proposta russa para custodiar material nuclear iraniano tenha sido discutida oficialmente até agora.
Cessar-fogo continua frágil
O atual cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos está em vigor desde 8 de abril, mas segue considerado frágil pela comunidade internacional.
Além do Paquistão, a China também entrou nas negociações. O presidente chinês, Xi Jinping, teria acertado com Trump a retomada parcial da circulação marítima na região, embora os detalhes do acordo não tenham sido divulgados.
Diante desse cenário, Trump suspendeu temporariamente a operação militar americana chamada “Projeto Liberdade” no Estreito de Ormuz para abrir espaço às negociações diplomáticas. Mesmo assim, os Estados Unidos mantêm um cerco naval sobre portos e embarcações iranianas.
Segundo o Banco Central iraniano, o país já começou a receber pagamentos pelo trânsito de navios na região. A televisão estatal do Irã informou ainda que embarcações da China, Japão e Paquistão conseguiram atravessar a área bloqueada.
Países europeus também iniciaram conversas para obter autorização de passagem no estreito.
Conflito impacta mercado global de energia
A crise no Oriente Médio segue afetando diretamente o mercado internacional de energia.
Enquanto os Estados Unidos apreenderam embarcações na região, o Irã autorizou a passagem de dezenas de navios chineses e ampliou sua parceria petrolífera com Pequim.
O Parlamento iraniano afirmou que apenas navios comerciais que cooperarem com o Irã poderão utilizar a rota marítima mediante pagamento de taxas especiais.
A instabilidade no Estreito de Ormuz preocupa governos e investidores devido ao risco de novas altas no petróleo e de impactos nas cadeias globais de abastecimento.
Israel anuncia morte de líder do Hamas
Paralelamente à crise envolvendo Irã e Estados Unidos, o conflito no Oriente Médio segue intenso em outras frentes.
O Exército de Israel anunciou a morte de Ezedin Al Hadad, apontado como chefe militar do Hamas em Gaza, durante um ataque aéreo.
Além disso, Israel e o Líbano concordaram em prorrogar por mais 45 dias o cessar-fogo na fronteira entre os dois países, após negociações mediadas pelo governo Trump em Washington.
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