A Polícia Civil de Goiás investiga as circunstâncias da morte do jornalista Delson Carlos Henrique de Lima Barros, de 47 anos, encontrado sem vida na noite de sexta-feira (24), em um edifício residencial no Setor Bueno, em Goiânia. A principal suspeita do crime é Renata de Almeida Pedreira e Sousa, que permanece presa após ser detida pela Polícia Militar.
O caso causou grande repercussão no estado, onde Delson era conhecido por sua atuação no colunismo social e na cobertura de eventos, celebridades e acontecimentos da sociedade goiana.
Quem era Delson Carlos?
Delson Carlos Henrique de Lima Barros era jornalista, formado em Marketing pela Faculdade Cambury de Goiânia e pós-graduado em Negócios em Marketing Digital.
Ao longo da carreira, trabalhou em veículos como A Hora, Jornal da Imprensa e Jornal Diário do Estado de Goiás. Nos últimos anos, assinava uma coluna no Diário de Aparecida e comandava a Revista Class News, voltada à cobertura de moda, gastronomia, turismo, eventos e personalidades de Goiás.
Nas redes sociais, reunia cerca de 95 mil seguidores, onde compartilhava registros de eventos, entrevistas, homenagens e encontros com autoridades, empresários e figuras públicas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, ele não deixou filhos.
Como o crime aconteceu?
De acordo com informações da TV Anhanguera, o crime ocorreu no apartamento onde Delson morava, localizado no sétimo andar de um edifício no Setor Bueno.
Na ocasião, estavam no imóvel o jornalista, a suspeita Renata de Almeida Pedreira e Sousa, a companheira dela e o namorado de Delson. Os quatro passaram parte da tarde confraternizando.
Por volta das 18h, o companheiro do jornalista deixou o apartamento e relatou posteriormente à polícia que, até aquele momento, o ambiente era tranquilo.
Após sua saída, porém, ocorreu um desentendimento. Segundo a investigação, Renata teria se armado com uma faca e atacado Delson com diversos golpes.
A companheira da suspeita tentou impedir as agressões e também acabou ferida durante a confusão.
Mesmo feridos, Delson e a mulher conseguiram deixar o apartamento e descer pelas escadas do prédio. O jornalista, no entanto, caiu no hall do quinto andar e morreu antes da chegada do socorro. A segunda vítima foi encaminhada a um hospital e, segundo informações médicas, não corre risco de morte.
Bope foi acionado para prender a suspeita
Após o crime, Renata permaneceu dentro do apartamento e, segundo a Polícia Militar, ameaçou tirar a própria vida.
O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado para negociar sua rendição. Como as tentativas de diálogo não tiveram sucesso, os policiais utilizaram explosivos de baixo impacto para abrir a porta do imóvel.
Na sequência, a equipe empregou uma arma de incapacitação elétrica para conter a suspeita, que acabou presa.
Segundo o major João Rosa Soares Júnior, subcomandante do Bope, a mulher aparentava estar em surto psicótico no momento da abordagem.
Ainda conforme a PM, ela confessou o crime após ser detida.
Suspeita e vítima eram amigas
As investigações apontam que Delson Carlos e Renata mantinham uma amizade de longa data.
O apartamento onde ocorreu o crime pertencia à suspeita e era alugado ao jornalista, segundo informações divulgadas pela imprensa local.
A relação entre os envolvidos e a motivação da discussão que terminou no homicídio ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil.
Investigação continua
A Polícia Científica realizou perícia no local e o corpo do jornalista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exames.
Agora, os investigadores trabalham para esclarecer a dinâmica do crime, confirmar a motivação do ataque e reunir todos os depoimentos das pessoas envolvidas.
Até o momento, a defesa de Renata de Almeida Pedreira e Sousa não havia se manifestado sobre o caso.
Fonte/Créditos: Terra
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução/Instagram
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