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Quinta-feira, 23 de Abril 2026
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O que acontece se alguém morrer no avião? Comissária de bordo revela procedimento

Tripulação tem protocolos para seguir viagem ou fazer pouso não programado, a depender da situação

O que acontece se alguém morrer no avião? Comissária de bordo revela procedimento
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Milhões de pessoas fazem viagens de avião diariamente no mundo. Ainda assim, procedimentos quando algo sai da rotina ainda pode gerar dúvidas. As equipes instruem sobre como e o que fazer em momentos de pânico, como turbulências, pousos forçados (inclusive na água) e ao cair das máscaras de oxigênio. Mas há protocolos que não são facilmente compartilhados com os passageiros. Por exemplo, o que acontece se alguém morre no avião?

A comissária de bordo Barbara Bacilieri, de 33 anos, trabalha no setor há 14 anos e usa as redes sociais para compartilhar sua rotina no trabalho e curiosidades da profissão. Um dos temas que vieram à tona em entrevista ao site What's The Jam foi sobre casos de óbitos dentro de um avião, situação que não é das mais recorrentes, mas que pode acontecer.

— Uma morte em um voo não é muito comum, mas às vezes acontece — disse Barbara ao What's The Jam. — É por isso que as companhias aéreas têm um procedimento especial para isso.

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A comissária destaca que é preciso tratar o momento com "dignidade", o que é transmitido aos membros da tripulação em treinamentos.

Didática, Barbara explica:

— Imagine que você está voando para Roma e suspeita que o passageiro ao seu lado não está realmente dormindo.

A comissária de bordo Barbara Bacilieri, de 33 anos — Foto: Reprodução / Tik Tok / Barbara Bacilieri
A comissária de bordo Barbara Bacilieri, de 33 anos — Foto: Reprodução / Tik Tok / Barbara Bacilieri

Numa situação como essa, o passageiro chamaria uma das aeromoças para falar sobre a situação. Uma das comissárias, então verificaria os sinais vitais da pessoa e dar início à reanimação cardiopulmonar (RCP). Enquanto isso, a tripulação alerta ao piloto.

— Assim que isso acontecer, a tripulação perguntará se há algum médico entre os passageiros. Se houver um, ele prestará atendimento ao passageiro — destaca a comissária.

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Segundo Barbara, na maioria dos casos, as companhias aéreas não têm um médico a bordo, mas "quase sempre há um profissional de saúde entre os passageiros".

— Lembrem-se, ninguém morre oficialmente em um avião porque não podem declarar alguém morto até chegarmos ao solo e um médico confirmar — destaca.

A depender da situação no voo os comandantes terão que decidir entre duas opções: pousar em um aeroporto próximo, ou continuar o voo, incluindo seguir até o destino final.

O que fazer com o corpo?

Com a constatação da morte do passageiro, o corpo é transferido para outro local do avião. Ele pode ser movido para uma fileira vazia, ou para um outro setor do avião, explicou Barbara:

— Mas se não houver assentos vazios, o passageiro falecido será levado para uma seção do avião onde ficará fora da vista.

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Ela lembra de ter vivido uma situação de óbito durante o voo. Segundo Barbara, além dela, passageiros próximos à pessoa também notaram o que tinha acontecido. Para lidar com a situação, uma comissária de bordo cobriu o corpo com um cobertor e colocou uma máscara de dormir no passageiro falecido, numa tentativa de disfarçar e amenizar o caso. Essa alternativa foi para evitar que mais pessoas percebessem e que a situação fosse mantida o mais discreta possível.

— Aconteceu durante um voo relativamente longo, onde a maioria dos passageiros estava dormindo. Apenas aqueles que estavam acordados perceberam o que estava acontecendo — lembra.

Em outro caso, conta, durante um voo transatlântico, não havia como mover o corpo para uma fileira vazia, então, a tripulação decidiu colocá-lo na galley, a cozinha dos comissários de bordo, cobrindo-o com um cobertor.

— O voo prosseguiu conforme o planejado, e minha amiga teve que passar horas com o pé apoiado no corpo para evitar que se movesse — acrescentou Barbara. — O pior foi que o resto da tripulação teve que continuar trabalhando ao redor dela porque os passageiros precisavam comer. Ela não estava confortável, mas essa foi a decisão tomada naquele voo.

 

Fonte/Créditos: O Globo

Créditos (Imagem de capa): Foto: Pexels

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