Embora muitas vezes seja visto apenas como motivo de brincadeiras ou pequenas discussões no casamento, o ronco pode ter consequências mais sérias do que se imagina. Pesquisas indicam que ele está envolvido em quase metade dos divórcios.
Um levantamento realizado com 2 mil britânicos recém-divorciados revelou que 47% deles atribuíram o término da relação ao ronco do parceiro ou a distúrbios do sono, como a apneia, que provoca pausas temporárias na respiração durante a noite. Entre os afetados, três quartos passaram a dormir em quartos separados, e 85% afirmaram que essa mudança “contribuiu diretamente” para a separação.
Além disso, metade dos entrevistados disse que o hábito de roncar se tornou um “fator decisivo” em novos relacionamentos.
Para a médica Sonia Szamocki, das empresas de saúde 32Co e Aerox Health, que conduziram a pesquisa, o problema vai muito além do cansaço. “O ronco não é brincadeira. Ele mina a própria base das relações”, afirmou.
Especialistas destacam que quando casais passam a dormir em quartos diferentes, perdem momentos de intimidade essenciais, como conversas na cama e proximidade física espontânea, que ajudam a fortalecer o vínculo.
Dr. Szamocki reforça que a tragédia está no fato de que essas condições são, em grande parte, tratáveis. Ela explica que a busca por uma noite tranquila de sono, seja pelo tratamento do ronco ou da apneia, pode evitar danos irreversíveis ao relacionamento.
Segundo a médica, milhares de casais terminam suas relações por problemas fisiológicos que poderiam ser solucionados com acompanhamento médico adequado. Ela observa ainda que, quando o casal chega ao ponto do divórcio, a distância emocional muitas vezes se torna irreversível, mesmo que o problema inicial fosse apenas a necessidade de dormir sem interrupções.
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se