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Sábado, 06 de Junho 2026
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“Não sou covarde, nem medroso”, afirma Cleitinho ao anunciar voto contra recondução de Paulo Gonet à PGR

Senador mineiro diz que decisão é “por convicção” e critica suposta omissão do procurador-geral

“Não sou covarde, nem medroso”, afirma Cleitinho ao anunciar voto contra recondução de Paulo Gonet à PGR
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) declarou publicamente que votará contra a recondução de Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR). Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que sua decisão é independente de pressões e reforçou: “Não sou covarde, nem medroso”.

Segundo Cleitinho, seu voto contrário não tem relação com o fato de possuir “vários processos na PGR” sob responsabilidade de Gonet. Ele destacou que isso não o impede de votar de acordo com suas convicções e defendeu uma postura mais firme da Procuradoria-Geral.

“Minha decisão é pautada pela defesa da liberdade e pelo que acredito ser o certo”, afirmou o senador, reiterando que pretende manter voto aberto e transparente durante a sessão no Senado.

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Críticas à atuação de Gonet

Cleitinho justificou sua posição alegando que o procurador-geral tem sido omisso diante de prisões, censura e abusos de autoridade, situações que, segundo o parlamentar, enfraquecem a credibilidade do Ministério Público. Para o senador, o PGR deveria agir com mais independência e rigor na fiscalização de atos do Judiciário e do Executivo.
 

Contexto político da recondução

A fala do senador ocorre em meio às discussões no Senado sobre a recondução de Paulo Gonet, indicada pelo presidente da República, e reflete as divisões políticas dentro do Congresso sobre o papel e a postura do chefe do Ministério Público Federal.

Enquanto parte dos parlamentares defende a continuidade de Gonet no cargo por seu perfil técnico e equilibrado, outros, como Cleitinho, cobram uma atuação mais incisiva e independente.

A votação no Senado será decisiva para confirmar ou rejeitar o nome de Gonet, que precisa de maioria absoluta dos votos para continuar à frente da PGR.

 


 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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