A Polícia Civil do Paraná investiga o caso de uma jovem de 18 anos agredida no centro de Curitiba na última quarta-feira. Segundo o advogado da vítima, a estudante relatou que estava indo a uma cafeteria quando uma mulher começou a insultá-la com xingamentos, antes de desferir um soco em seu rosto.
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De acordo com o advogado da vítima, Eduardo Holdorf, a agressora, ao abordar a vítima, perguntou se ela trabalhava em uma fábrica de sutiã. Ao ouvir a negativa, passou a insultá-la, chamando de “sem vergonha”. Além do soco, ameaçou a jovem dizendo que a mataria. Com isso, a moça fugiu para o outro lado da rua e entrou numa galeria. A agressora conseguiu entrar no local e continuou a agredir a jovem.
— A mulher começou novamente a agredir, com golpes contundentes na cabeça. Depois, levou a jovem ao chão e continuou as agressões e puxava ela pelo cabelo na tentativa de arrastá-la ali para a morte, porque disse que mataria ela lá fora com a ajuda do marido — afirmou o advogado.
O advogado afirma que, depois do caso, a jovem está com medo de sair de casa e não está frequentando as aulas. Ele também afirmou que entre os próximos passos estão o exame de corpo de delito e a obtenção de imagens das câmeras de segurança do local para averiguar se há mais agressores.
Uma estudante de 18 anos foi brutalmente agredida no Centro de Curitiba após ser abordada por uma mulher que a criticou por estar sem sutiã.
— Renato Freitas (@Renatoafjr) July 19, 2025
O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (16), enquanto a jovem caminhava pela região do Largo da Ordem em direção a uma cafeteria no Alto… pic.twitter.com/jfebLPnIjk
Polícia Militar chegou até o local e registrou o boletim de ocorrência como lesão corporal. Depois, a jovem foi até uma delegacia da Polícia Civil, que entendeu o caso como uma agressão. O advogado diz aguardar o resultado do corpo de delito, que deverá estar pronto até semana que vem, para tentar fazer com que o caso seja investigado como uma tentativa de homicídio:
— Entendemos que é cabível dizer que foi uma tentativa de feminicídio. Primeiro, pois a todo momento, ela dizia que iria matá-la. E, segundo, que foi pela condição de ser mulher, um menosprezo. Então a defesa vai preparar uma notícia crime, levar até a autoridade policial, tentar argumentar e, se a autoridade policial continuar não entendendo isso como uma tentativa de homicídio, levaremos diretamente ao Ministério Público — disse Eduardo Holdorf.
A Polícia Civil do Paraná afirmou que a vítima foi encaminhada para realização dos exames de corpo de delito e deve passar por oitiva na unidade policial. As imagens de câmeras de segurança estão sendo recolhidas e analisadas para esclarecer a dinâmica do ocorrido.