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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
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Mulher relata ter sido agredida por estar sem sutiã em Curitiba, e Polícia Civil investiga o caso

Imagens de câmeras de segurança estão sendo recolhidas e analisadas para esclarecer a dinâmica do ocorrido

Mulher relata ter sido agredida por estar sem sutiã em Curitiba, e Polícia Civil investiga o caso
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A Polícia Civil do Paraná investiga o caso de uma jovem de 18 anos agredida no centro de Curitiba na última quarta-feira. Segundo o advogado da vítima, a estudante relatou que estava indo a uma cafeteria quando uma mulher começou a insultá-la com xingamentos, antes de desferir um soco em seu rosto.
 
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De acordo com o advogado da vítima, Eduardo Holdorf, a agressora, ao abordar a vítima, perguntou se ela trabalhava em uma fábrica de sutiã. Ao ouvir a negativa, passou a insultá-la, chamando de “sem vergonha”. Além do soco, ameaçou a jovem dizendo que a mataria. Com isso, a moça fugiu para o outro lado da rua e entrou numa galeria. A agressora conseguiu entrar no local e continuou a agredir a jovem.
 
— A mulher começou novamente a agredir, com golpes contundentes na cabeça. Depois, levou a jovem ao chão e continuou as agressões e puxava ela pelo cabelo na tentativa de arrastá-la ali para a morte, porque disse que mataria ela lá fora com a ajuda do marido — afirmou o advogado.
 
O advogado afirma que, depois do caso, a jovem está com medo de sair de casa e não está frequentando as aulas. Ele também afirmou que entre os próximos passos estão o exame de corpo de delito e a obtenção de imagens das câmeras de segurança do local para averiguar se há mais agressores.
 
 Polícia Militar chegou até o local e registrou o boletim de ocorrência como lesão corporal. Depois, a jovem foi até uma delegacia da Polícia Civil, que entendeu o caso como uma agressão. O advogado diz aguardar o resultado do corpo de delito, que deverá estar pronto até semana que vem, para tentar fazer com que o caso seja investigado como uma tentativa de homicídio:
 
— Entendemos que é cabível dizer que foi uma tentativa de feminicídio. Primeiro, pois a todo momento, ela dizia que iria matá-la. E, segundo, que foi pela condição de ser mulher, um menosprezo. Então a defesa vai preparar uma notícia crime, levar até a autoridade policial, tentar argumentar e, se a autoridade policial continuar não entendendo isso como uma tentativa de homicídio, levaremos diretamente ao Ministério Público — disse Eduardo Holdorf.
 
A Polícia Civil do Paraná afirmou que a vítima foi encaminhada para realização dos exames de corpo de delito e deve passar por oitiva na unidade policial. As imagens de câmeras de segurança estão sendo recolhidas e analisadas para esclarecer a dinâmica do ocorrido.

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