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Quinta-feira, 11 de Junho 2026
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Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok

O caso foi julgado pelo TRT da Bahia, que manteve a demissão por justa causa da trabalhadora.

Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok
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O episódio em que uma ajudante de cozinha foi demitida por justa causa após publicar, no TikTok, um vídeo com críticas à empresa evidencia como o uso das redes sociais pelo trabalhador pode impactar diretamente o contrato de trabalho.

O que foi decidido pela Justiça do Trabalho no caso do vídeo no TikTok

O caso foi julgado pelo TRT da Bahia, que manteve a demissão por justa causa da trabalhadora. A corte entendeu que o vídeo configurou falta grave e violou deveres básicos do contrato de trabalho, especialmente a confiança e o respeito mútuo entre as partes.

Embora o conteúdo tenha sido retirado do ar após advertência, pesou o fato de a gravação ter ocorrido no ambiente de trabalho, durante o expediente e com uso de uniforme. Esse contexto reforçou o vínculo com a empresa e foi interpretado como exposição pública da rotina interna e da conduta dos gestores.

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Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok
Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok – Créditos: depositphotos.com / zolnierek

Quando a demissão por justa causa envolve publicações em redes sociais

A demissão por justa causa é aplicada em situações graves, como atos de indisciplina, mau procedimento ou violação de sigilo. No ambiente digital, postagens e vídeos podem ser considerados extensão do comportamento do trabalhador, sobretudo quando identificam, direta ou indiretamente, o empregador.

No caso analisado, o tribunal enquadrou a conduta como “mau procedimento”, entendendo que o vídeo associou a gestão a maus-tratos e falta de respeito sem comprovação interna. Mesmo com pouco alcance, a mensagem foi vista como potencialmente lesiva à reputação da organização.

Como a Justiça analisa críticas à empresa em vídeos e postagens

Em processos semelhantes, juízes avaliam o teor da mensagem, o alcance da publicação, a forma de identificação da empresa e o histórico do empregado. Críticas genéricas ou construtivas tendem a ser tratadas de forma mais branda que acusações graves, ofensas ou divulgação de informações internas sigilosas.

No caso da ajudante de cozinha, o TRT-BA considerou relevantes alguns fatores que aumentaram o risco de dano à imagem corporativa e reforçaram a gravidade da conduta nas redes sociais:

  • Uso de uniforme e identificação do local de trabalho;
  • Gravação durante o horário de serviço e dentro do estabelecimento;
  • Conteúdo associado a maus-tratos, desrespeito ou ofensas à gestão;
  • Histórico de outras gravações no ambiente da empresa;
  • Alcance e possibilidade de compartilhamento do vídeo em plataforma aberta.

Quais cuidados o trabalhador deve ter ao usar redes sociais

A expansão de plataformas como TikTok e Instagram exige maior atenção do trabalhador ao publicar conteúdos que possam envolver o emprego. A liberdade de expressão convive com deveres contratuais de lealdade, respeito e confidencialidade, que podem ser violados por um simples “desabafo” público.

Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok
Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok – Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Para reduzir o risco de conflitos trabalhistas e eventuais punições, alguns cuidados são recomendados em situações de insatisfação ou denúncia sobre o ambiente de trabalho:

  1. Evitar gravações no ambiente da empresa sem autorização, especialmente durante o expediente.
  2. Não usar uniforme ou elementos que identifiquem claramente o local de trabalho.
  3. Priorizar canais internos de reclamação, como RH, ouvidoria ou sindicato.
  4. Abster-se de xingamentos e acusações graves a colegas, gestores ou à empresa.
  5. Conhecer políticas internas de redes sociais previstas em regulamentos ou códigos de conduta.

Como equilibrar liberdade de expressão e dever de lealdade no trabalho

O caso julgado pelo TRT-BA mostra que não existe fórmula única para definir o limite entre o direito de se expressar e o dever de preservar a relação de emprego. Cada situação é examinada conforme o contexto, o conteúdo publicado e o impacto potencial da mensagem sobre a imagem da empresa e das pessoas envolvidas.

A orientação de especialistas é priorizar meios formais para relatar abusos ou problemas internos, garantindo registro adequado e proteção jurídica. Assim, busca-se evitar que um vídeo ou postagem impulsiva em rede social resulte em demissão por justa causa e em uma longa disputa judicial.

Fonte/Créditos: O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): Mulher é demitida por criticar a própria empresa no TikTok - Créditos: depositphotos.com / peterG05

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