O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Frente Povo Sem Medo promoveram nesta quinta-feira, 3 de julho, uma invasão simbólica ao saguão da sede do banco Itaú, localizado na avenida Faria Lima, em São Paulo — considerada a região mais nobre do setor financeiro do país.
A manifestação ocorre em meio à campanha do governo Lula pela taxação dos super-ricos, com propostas que incluem o fortalecimento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O ato teve apoio público do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), ex-coordenador do MTST, que celebrou a ação nas redes sociais.
“Pra cima! O MTST e a Frente Povo Sem Medo ocuparam hoje a sede do Itaú na Faria Lima – o prédio mais caro do Brasil, que custou R$ 1,5 bi para ser construído. A ocupação tem como pauta a taxação dos super-ricos. O recado do povo é claro: o Brasil precisa de Justiça tributária.”, escreveu Boulos no X (antigo Twitter).
Slogan contra desigualdade ecoa discurso governista
Durante a ocupação, os militantes entoaram frases de protesto como:
“Não é mole, não, taxar os super-ricos pro avanço do povão.”
As publicações oficiais dos movimentos afirmam que a manifestação exigia “justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento”. Imagens e vídeos da invasão circularam nas redes sociais da Frente Povo Sem Medo, reforçando o tom de embate entre ricos e pobres.
O prédio invadido, considerado o mais caro do Brasil, teria custado cerca de R$ 1,5 bilhão e simboliza, para os manifestantes, a concentração de renda e os privilégios do sistema financeiro.
🚨OS SUPER RICOS NÃO PAGAM IMPOSTO E O POVO SEGUE PAGANDO A CONTA!
— Povo Sem Medo (@FrntPovoSemMedo) July 3, 2025
Por isso hoje, a Frente Povo Sem Medo, junto com o @mtst fazem uma ação AGORA exigindo:
Reforma tributária justa JÁ! Taxar os super ricos é URGENTE!#CONGRESSODAMAMATA #Congressoinimigodopovo pic.twitter.com/N6hSe7tADG
Protesto politizado em meio à campanha fiscal do governo Lula
O ato integra a agenda política da esquerda que, segundo analistas, busca consolidar a narrativa de que a atual política fiscal do governo está voltada para corrigir desigualdades por meio da tributação dos mais ricos.
No entanto, críticos argumentam que o discurso de justiça social serve de fachada para justificar aumento de arrecadação e ampliação dos gastos públicos. Para esses setores, a polarização entre pobres e ricos tem sido usada como estratégia de comunicação para respaldar medidas impopulares.
O deputado Boulos também está envolvido na convocação de uma grande manifestação marcada para 10 de julho, que pretende reforçar essas pautas no cenário nacional.
Fonte/Créditos: Conta Fatos
Créditos (Imagem de capa): Reprodução