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Sábado, 06 de Junho 2026
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Mourão dispara contra ministro do STF: “é quase uma declaração de guerra”

Senador reage à hipótese discutida no STF como resposta às sanções da Lei Magnitsky

Mourão dispara contra ministro do STF: “é quase uma declaração de guerra”
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O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) declarou nesta quarta-feira, 30, que a hipótese de o Supremo Tribunal Federal (STF) congelar bens de empresas dos Estados Unidos com negócios no Brasil representa “quase uma declaração de guerra”.

“Um Ministro da Suprema Corte teria aventado a hipótese de congelar bens de empresas dos EUA que têm negócios no Brasil. Trata-se de uma decisão estapafúrdia e que jogaria o País no limbo. Equivale a quase uma declaração de guerra”, escreveu Mourão em sua conta na rede social X (antigo Twitter).

A manifestação ocorre em meio à polêmica gerada por uma decisão do ministro Flávio Dino, que afirmou que leis e atos estrangeiros não têm validade automática em território brasileiro, especialmente no caso da aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

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A decisão do ministro Flávio Dino

No despacho divulgado em 18 de agosto, Dino declarou:

“Leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro.”

Segundo ele, isso vale também para:

  • Relações jurídicas celebradas no Brasil;
  • Bens situados, depositados ou guardados no país;
  • Empresas com sede, filial ou operação no Brasil.

O ministro também enfatizou:

“Entendimento diverso depende de previsão expressa em normas integrantes do Direito Interno do Brasil e/ou de decisão da autoridade judiciária brasileira competente.”

Qualquer violação, acrescentou, configura:

“Ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes.”

A decisão foi tomada no âmbito de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A ação reagia a decisões de tribunais estrangeiros que afetavam a entidade brasileira, mais especificamente uma decisão cautelar da Justiça da Inglaterra.

STF busca limitar alcance de sanções externas

Ao final do despacho, Dino determinou:

“Ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros.”

A decisão faz parte da resposta institucional do STF às sanções aplicadas pelos EUA ao ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, e vem ampliando a tensão entre Poder Judiciário, sistema financeiro e governo norte-americano.

 

Fonte/Créditos: Contra Fatos

Créditos (Imagem de capa): Reprodução

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